You are currently browsing the tag archive for the ‘Álvaro Pereira Júnior’ tag.
“Seguir as novidades do pop requer cada vez mais tempo e menos espírito crítico. Novos nomes surgem empurrados por tsunamis de hype, para se dissipar sem deixar vestígios ao primeiro sinal de mudança na maré. Nesse contexto, não faz sentido falar em permanência. Quem vai se interessar pelo quarto álbum dos Klaxons? Pelo terceiro dos Cribs? Pela música que o New Young Pony Club vai estar fazendo daqui a cinco anos? Ninguém, e parece que a vida agora é assim.
Mas este ["In Rainbows"] já é o sétimo álbum do Radiohead, essa anomalia que insiste em fazer música relevante. No universo digital, conhecer e descartar informação acontece na velocidade de um impulso elétrico. Pois o Radiohead se apropria desses mesmos meios para fazer o contrário – criar e distribuir informação (no caso, música) que realmente importa.”
Álvaro Pereira Júnior
“Nude (Live)”, Radiohead
- – - – - – - – - -
“In Rainbows”, o disco da década
Por Alexandre Matias
“Novo Radiohead destroça classificações de gênero”
Por Álvaro Pereira Júnior
“2+2= 5 (Live Benicassin Festival)”, Radiohead
- – - – - – - – - -
CONTAGEM REGRESSIVA: 93 DIAS
- – - – - – - – - -
Como é um show do Radiohead
Por Álvaro Pereira Júnior
Vi Radiohead ao vivo duas vezes: uma em 2001, perto de San Francisco, Califórnia. Outra em agosto passado, em Toronto, Canadá. É pouco para quem gosta de música. Menos ainda para quem escreve sobre o assunto.
A primeira foi uma experiência inesquecível. De uma vez só, os discos “difíceis”, “Kid A” e “Amnesiac”, passavam a fazer sentido. Não representavam a ruptura que, em um primeiro momento, se imaginava (ou que pelo menos eu imaginei). Formavam um “continuum” com tudo o que o Radiohead tinha feito antes. O destaque no palco era Jonny Greenwood, multiinstrumentista elétrico. O já baixinho Thom Yorke desaparecia ao lado de seu parceiro hiperativo. Saí com a certeza de que tinha participado de um tipo de experiência estética séria. Não era só um show.
A segunda vez foi diferente. O primeiro impacto foi o da perfeição visual. Um telão mostrava imagens da banda processadas em tempo real, com efeitos de um bom gosto impressionante e ângulos sempre inusitados.
Penduradas no teto, estalactites metálicas (na verdade, tubos de LEDs multicoloridos) iluminavam o palco como se aquilo fosse um sonho.
Mas a banda estava gelada. Perfeita e sem vibração. Até a movimentação permanente de Greenwood, alternando-se entre vários instrumentos, parecia coreografada. No final, Thom Yorke falou alguma coisa bonita, tipo “agora vão para casa tomar vitamina C e ficar agarradinhos com quem vocês amam” (fazia um frio desgraçado, apesar de ser verão).
Por favor, não me entenda mal. Radiohead funciona muito ao vivo, não deixe de ver quando tocar no Brasil (apesar de que, quando você ler esta coluna, é bem possível que os ingressos já estejam esgotados, pelo menos para São Paulo). Mas tenha em mente: o show, que dura duas horas, não é arrebatador. É, isso sim, milimetricamente profissional.
- – - – - – - – - -
“Sail To The Moon” Radiohead
- – - – - – - – - -
“Seguir as novidades do pop requer cada vez mais tempo e menos espírito crítico. Novos nomes surgem empurrados por tsunamis de hype, para se dissipar sem deixar vestígios ao primeiro sinal de mudança na maré. Nesse contexto, não faz sentido falar em permanência. Quem vai se interessar pelo quarto álbum dos Klaxons? Pelo terceiro dos Cribs? Pela música que o New Young Pony Club vai estar fazendo daqui a cinco anos? Ninguém, e parece que a vida agora é assim.
Mas este ["In Rainbows"] já é o sétimo álbum do Radiohead, essa anomalia que insiste em fazer música relevante. No universo digital, conhecer e descartar informação acontece na velocidade de um impulso elétrico. Pois o Radiohead se apropria desses mesmos meios para fazer o contrário – criar e distribuir informação (no caso, música) que realmente importa.”
“Novo Radiohead destroça classificações de gênero” (17/10/2007)
Álvaro Pereira Júnior
















