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Música: “Song For Jo”, Scarlett Johansson
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Na fila do banco uma moça deliciosa usa uma calça que mais parece a pele junto ao corpo, usa uma calcinha que passa a idéia de ser do tamanho de um alfinete, eu apenas olho, ela olha e vai embora.
A menina que trabalha onde eu trabalho é tão sexy e atraente e provocante que desperta em mim os sentimentos mais primitivos, mas o nome dela estraga tudo, tudo mesmo.
Perguntam se eu toparia ir a uma casa de swing acompanhado da minha namorada, digo que minha vida particular é minha e não pública, mas o que eu gostaria de responder era: – Não, minha namorada não, mas aceitaria levar você e sua mãe e fazermos um menage à trois.
Um novo colega de trabalho conta muitas histórias, poucas que poderiam ser provadas, comecei a chama-lo de Forrest, ele quer saber porque, eu disse que era apenas um apelido.
Ela tem uma carinha de inocente, pele lisa, boa educação, bons papos, roupas com estilo, não fuma, não bebe, mas sim ela fode, e como fode…
Hummm… o novo CD da Scarlett Johansson “Anywhere I Lay My Head” é perfeito para momentos a dois.
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Caramba, perdi um papelzinho com anotações de pensamentos que são impublicáveis.
Já sei onde isso vai parar: na internet.
Música:
“Silence (Live)”, Portishead
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A água caia morna e lenta como em um ritual de batismo – ele não era mais puro – mas ao contrário ele não se sentia purificado, todas suas ideologias e crenças haviam sido deixadas dentro de uma buceta, dentro de um preservativo, dentro de uma cama, dentro de um quarto de motel barato onde o néon estava descascando em uma segunda-feira chuvosa qualquer.
Não era apenas o ato – o sexo, a penetração, o esperma e os outros fluídos – era o simbolismo de tudo aquilo. Ele havia traído suas opiniões.
Corta.
Estava parado em frente ao local que haviam combinado. Um café sofisticado, desses modernos que querem dar a impressão de acompanhar as mudanças do tempo como se o homem e seu espaço não fossem a amostra da evolução, assim como antes muitos queriam desacreditar. Pediu um capuccino e um croissant. Bebeu em pequenos goles observando a qualquer momento o movimento dos que ali se aproximavam, alguém mais atento perceberia que ele demonstrava estar fazendo algo fora dos trilhos.
Ela, depois de algum momento, mas antes do combinado, chegou. Ele olhou-a de todas as formas, observou que havia depilado as pernas, mudado a forma de pentear os longos cabelos e percebeu ainda que ela usava um fio dental provocante. Mas o que ele queria era apenas uma coisa: sexo. Ele queria comer aquela mulher.
Na recepção pediu um quarto conhecido, freqüentado com certa freqüência, fez também o pedido de duas garrafas de vinho e um balde de gelo. Subiram para o quarto, ela foi a frente pirraçando-o com o andar sexy e as feições de menina má.
Ele já conhecia, já haviam saído outra vez, mas desta vez era diferente.
Ela foi direto para o banho, vinha da rua estava suja, ou ao menos acreditava assim. Ele depois de ouvir o chuveiro ligado se despiu e quis acompanhá-la, ela disse não, apenas queria que ele a observasse pelo box de vidro, ele começou a se masturbar.
Corta.
Chegou em casa despiu toda a roupa, guardou todas as peças em uma sacola, iria se desfazer de qualquer prova assim que o sol resolvesse ir dormir, entrou no banho. Quanto mais esfregava a pele e as partes púbicas mais se sentia culpado. Quanto mais unia sabonete a esponja e outros produtos de higiene próprios para o banho se sentia um covarde. Deixou o chuveiro ligado, foi até o armarinho, pegou escova de dentes e pasta, queria limpar também sua boca, a mesma que antes chupava o sexo de outra mulher, seus seios e sua boca carnuda, a mesma boca que em poucas horas iria beijar os lábios macios e puros de sua namorada. Voltou para a água e desta vez esfregava também a face, não conhecia aquele jovem rosto já com cabelos brancos, não conhecia aquela feição de culpa e escárnio, aquele oportunista que viu na ligação de dois dias atrás a oportunidade de “comer mais um bucetinha”…
Quanto mais a água lavava seu corpo, ele se sentia sujo.
Corta.
Depois de suas taças de vinho cada um, dois pacotes de preservativos jogados ao chão retornaram ao banho, queriam fazer mais, mas desta vez embaixo d’água, ela quebrara assim uma de suas regras: não tomar banho com o objeto de prazer, e ele a este momento já não havia mais o que perder, havia deixado entre as pernas da mulher ao seu lado toda a confiança de sua namorada, deixara a inocência de rapaz direito, admirado pelos vizinhos do bairro e amigos de escola… ele era agora mais um, mais um homem que trai apenas por sexo, ele queria alguém diferente, não sua mulher, não sua namorada, não importava que prometera para si mesmo nunca trair seu conforto, sua confiança e quem ele era: um homem de bem, nada disso mais importava, ele queria era encher mais um preservativo com seu gozo e o prazer que aquela mulher poderia lhe proporcionar.
- Que se foda o passado, eu quero é comer essa mulher debaixo d’água!
Fizeram tudo que um casal de amantes (?) poderiam fazer dentro do quarto de um motel barato. Enquanto seus parceiros estavam ganhando a vida honestamente: a namorada dele trabalhando até tarde e o marido dela cuidando das crianças depois do serviço, enquanto ela “saia para uma entrevista de emprego”. Fizeram o que nunca haviam feito com seus parceiros, encontraram inúmeras formas de dar prazer para o companheiro, ao final estavam exaustos, ela ainda queria uma ultima coisa, ele sempre quisera aquilo, mas era pedir demais, oras bolas, ela não era sua mulher, não lhe devia favor algum, voltaram para a cama para um ultimo ato.
Corta.
Na rua, entrou no primeiro bar que os olhos viram.
- Me dá um Jackie Daniels Cowboy e um outro com três pedras de gelo, uma coca-cola e me responde uma coisa: em que situação você trairia sua namorada, esposa…?
O cara do balcão fez o seu pedido, primeiro o Cowboy que foi bebido em um gole assim como manda a tradição, colocou outra dose, esta com gelo e depois um copo e a coca-cola, para apenas depois responder a pergunta.
- Eu trairia por sexo, assim como qualquer outro. Ou você vai me dizer que não comeria a gostosona da capa da revista porque ama sua mulher?
Foi para uma mesa, bebeu sua bebida, deixou o equivalente para pagar duas vezes a conta, seguiu para casa. Precisava de um banho.
“Quando você dança com o diabo, você não muda o diabo.
O diabo muda você”
Andrew K. Walker
Música:
“Meu Guri”, Vinicius de Moraes
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O rapaz, menino, garoto… teria que acordar cedo, arrumar as roupas, organizar a mochila, colocar as roupas do serviço, colocar os DVDs para serem gravados e entregues na locadora dois dias depois, pegar os papeis e documentos para o concurso, pegar mais dinheiro do que o de costume pois teria que comprar um presente e comprar os jornais do final de semana, teria também que se preparar para passar mais um final de semana longe da namorada, esta havia conseguido um emprego onde os horários eram completamente diferentes, teria que trabalhar o final de semana inteiro para apenas na segunda retornar para casa…
O rapaz, menino, garoto… estava cansado desta vida, mas… era a vida que ele tinha e na falta de opções resolveu agarrá-la com as duas mãos e chamá-la de sua.
Mas sabe o que ele queria?
“ah, eu quero menos pra mim…e quer saber? eu desejo o mesmo pra você.”
Música:
“Volcano (Live)”, Damien Rice
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As luzes de neon traduziam o que se esperava na parte interior. A recepcionista protegendo a identidade de traz do vidro escuro apenas informa o quarto, as formas de pagamento e as regras a seguir – era a primeira vez que o casal ouvia tais besteiras – fingiram dar atenção, mas não perderiam o escasso tempo com aquilo. Os quartos incrivelmente eram completamente diferentes do que se via até a porta do quarto. Entraram. Se despiram. Foram para o banho e saíram de lá apenas depois de já começarem o propósito do encontro.
Literalmente foderam a tarde inteira, depois de prazeres divididos e fantasias realizadas ela inicia o diálogo:
- Afinal, o que você sente por mim.
- Tesão! – ele respondeu.
- Estou falando sério.
- Eu também.
- Apenas isso?
- Isso também.
- E quais são os outros sentimentos?
Ela sempre tinha essa mania de querer enquadrar as coisas: os sentimentos, as pessoas, as artes, os comportamentos… e isso fazia ela perder créditos com ele. Mas ele gostava dela, não muito, mas gostava.
Olhando para ela e acariciando seu corpo, o que o faria retomar a virilidade, ele disse:
- Sabe o que eu aprendi com meus relacionamentos anteriores?
Ela o olhou com aquele olhar já conhecido que demonstrava que ele havia ganho o diálogo e ela mais uma vez não sabia como contra argumentar, lhe restava apenas consentir, e ela calou.
- Aprendi que as coisas só são legais quando não têm nome.
Terminaram a noite entre taças de Lambruscos e orgasmos.
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Amanhã tem inicio mais um campeão de audiência na maior rede do país.
Com licença leitor, deixe-me ir ali vomitar.
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Sim, este blog está menos purista este ano. A vontade e a tendência é se manter assim e avançar os sinais vermelhos e amarelos.
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Leio no “Guia Da Folha” que alguns shows agendados para este ano já estão com ingressos esgotados e unidos ao burburinho da vinda de algumas bandas o guia selecionou algumas das atrações.
Eu ficaria muito feliz se pudesse e conseguisse assistir a apenas dois shows este ano:
Radiohead e Nick Cave And The Bad Seeds.
Mas como escreveu Borges os sonhos devem durar apenas uma noite.
Será?
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Seria muito melhor para ambos os sexos se as mulheres conseguissem captar quando nós homens apenas queremos sexo e quando queremos outra ou mais alguma coisa.
Ninguém, acho, sairia perdendo.
Mas sempre há quem perca algo, sempre.
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Arnaldo Jabor está de férias.
Qual a droga que vou injetar as terças-feiras?
Logo agora que parei de beber coca-cola.
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Diálogo no serviço:
- Existem pessoas que não cuidam da sua própria vida.
- … … …
- Imagina o que seria dessas pessoas que vivem cuidando das sombras das outras pessoas quando o sol fosse embora?
Eu cai na gargalhada.
Os dois estavam cobertos pelos lençóis ainda sujos do ato, a pouco consumado, caricias e sussurros eram ditos no canto do ouvido quando não para o teto cheio de estrelas, quando ela quis conversar:
- Você vai me deixar, não é?
- Lembra que a gente não iria mais falar sobre isso?
- Mas você vai me deixar, não é?
- Existe outra opção? – ele respondeu já um pouco magoado.
- É… – ela sabia que ele não tinha outra opção.
- Mas você vai me deixar assim sozinha mesmo, logo agora que… – ela continua.
- Você não vai chorar, vai? Eu lembro quando você começou a chorar na minha frente à primeira vez, mas naquele momento era de alegria, já agora…
- Não, é que… – ela enxuga as lágrimas nos olhos e as poucas gotas que ainda marcavam o rosto. … Eu estava, ah deixa pra lá.
- É que você está gostando de mim, não é isso? – ele sabia muito bem o que ela quase sempre estava pensando.
- Sabe o que é, eu nunca acreditei que “a chance” fosse aparecer para mim, e por mais que você conheça um pouco meu jeito de pensar sobre algumas coisas, eu passei a acreditar que esta é a minha “chance”. Também não é fácil para mim te deixar dessa forma, sem escolha ou alternativas, mas de alguma forma eu acho que o Super-Homem está olhando para mim nesse momento. – ele quase desabafa.
- Seu bobo. – ela sorri, quase em segredo, deixando os lábios ainda mais macios e deliciosos serem registrados pela pouca luz do quarto, ela não vai mais chorar, mas de qualquer forma ele ficou desconsolado e pediu para que ela não tocasse mais no assunto:
- Vamos fazer assim: deixa acontecer, sabemos que um dia esse dia vai chegar e por mais que eu queira que ele seja logo eu não posso querer tirar de você os momentos ao meu lado, mas, por favor, não me peça para ficar. Eu não posso.
Os dois se abraçaram e foram para o chuveiro juntos, o fim de noite estava apenas começando.
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Rádio: “Superheroes & Human After All & Rock´n Roll (Live)”, Daft Punk
Ele olhou para a cama e a olhou, viu ali o ato consumado.Talvez não dormisse bem à noite, havia culpa nos lençóis.
Havia feito um sexo sujo, sem amor, mas era isso que precisava: sexo!
Lembrou de “Aos Garotos De Aluguel”: “Eu sou garoto de aluguel mas não vão me comprar/ Eu vou te dar o teu prazer/ Mas com amor é mais caro/ Com amor é mais caro/ O meu amor é o mais caro/ Me diz quanto você pode pagar…”
Lhe deu um último beijo, limpou o p** e foi embora…
Rádio: “Aos Garotos De Aluguel”, Poléxia
















