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“Camila, Camila (Acústico)”, Nenhum De Nós
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O dia em que o São Paulo foi rebaixado
Annie Awards 2009 esnoba “Wall•E” e dá 15 prêmios para “Kung Fu Panda”
Os fracassos do cinema em 2008
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Música: “Farpa Cortante”, O Rappa
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Jornalismo não deveria ser assim, mas às vezes é…
“O Antônio Conselheiro dos modernos”
Por Marcelo Marthe
Música: “Running Away”,The Polyphonic Spree
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Gravação do DVD Cordel do Fogo Encantado, a minha frente um fã da banda se debate e canta palavra por palavra todas as canções, mais a frente um outro seguidor (seria essa a palavra?) se debate e não consigo decodificar o que ele fala ou tenta. Está em transe.
Fico sabendo pelas leituras diárias que Lirinha, vocalista da banda e namorado da atriz Leandra Leal, encena uma peça de teatro. Com o costume de ler jornais atrasados percebo que a peça saiu de cartaz há semanas.
Os dois fatos acima aconteceram há um relativo tempo, ambos fazem parte do passado.
Segunda-feira abro o jornal em busca da ótima coluna do Álvaro Pererira Junior quando vejo a foto de um homem em frente a um microfone, o homem é conhecido e personagem principal dos dois mprimeiros parágrafos: Lirinha declama poemas.
O futuro merece uma segunda chance.
Por motivos profissionais não vou poder assistir nenhuma das quatro apresentações da peça “Mercadorias e Futuro” encenada até o final do mês de agosto. Mas daria muito do que tenho para poder estar presente.
Lirinha é das raras pessoas que conseguem deixar os ouvintes e espectadores em transe quando declama sua poesia em forma de música, quando declama poemas solitário no palco é arte. Quem assistiu diz que é único.
Segue abaixo texto publicado na ultima segunda-feira no caderno “Folhateen” com mais detalhes sobre a peça, entrevista com Lirinha e serviço.
Se eu não fosse idiota iria ver a peça, poucas coisas serão mais interessantes nos palcos esse ano.
O futuro não costuma dar uma terceira chance.
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“Vende-se poesia”
Vocalista do Cordel do Fogo Encantado mostra no teatro a relação conflituosa entre o comércio e a poesia
Poesia é mercadoria?
A insistente pergunta retorna aos holofotes, desta vez como fio condutor do monólogo “Mercadorias e Futuro”, escrito e interpretado por José Paes de Lira Filho, o Lirinha, da banda pernambucana Cordel do Fogo Encantado.
Habituado ao palco na condição de músico e cantador, o artista resolveu procurar nas artes cênicas o meio para se expressar. “O teatro possibilita um mergulho maior, um tempo maior de dedicação ao texto”, justifica. “Além disso, ele promove a reunião da música, da palavra e da imagem.”
Lirinha se lembra da primeira vez que ganhou dinheiro com poesia. Ele tinha 12 anos e costumava declamar poemas aprendidos com os avós, grandes apreciadores dos improvisos da cantoria. “Um cantador me viu dizendo poesia e me chamou para começar profissionalmente – foi a primeira vez na vida que tive uma relação com o cachê.”
Essa lembrança é retomada pelo personagem Lirovsky, vendedor ambulante de registros proféticos que protagoniza a peça. “O espetáculo às vezes se torna um pouco autobiográfico, mas ele traz muita fantasia também, conta muitas histórias que nunca aconteceram”, explica Lirinha. “Mas a relação conflituosa entre o comércio e a poesia – o que não se vende, o que não tem preço, o que é sublime – faz parte da minha história pessoal.”
Para se preparar para a empreitada, Lirinha contou com a ajuda da namorada, a atriz Leandra Leal. “Eu estava muito envolvido em um ambiente de música, que é muito diferente do que o teatro exige em termos de aquecimento, corpo, voz”, explica. “Ela foi fundamental nesse meu retorno e me ajudou bastante com os problemas que iam surgindo.”
“Mercadorias E Futuro”
Onde: Sala Crisantempo (R. Fidalga, 521 – Vila Madalena Tel: 3819.2287)
Quando: 5 a 26 de agosto, às terças e quartas, 21h
Quanto: R$ 30 (inteira)
Censura: 12 anos
Mas, como sou educado, lhe faço outro convite: quer ir comigo para Vanuatu?
Beijos e Abraços.
Radinho: “Não Vá Embora” Marisa Monte
















