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“Weird Fishes (Live)”, Radiohead
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Preciso de um tempo para me dedicar a outras tarefas, por isso a idéia de indicar coisas legais para os visitantes diários deste espaço fica nas palavras das pessoas indicadas na seção “Blogs”.
Enquanto eu fico ausente preste atenção nas colunas do Arnaldo Jabor e Roberto DaMatta no “Estado de S. Paulo”; nas dicas de Marcelo Costa; nas colunas de Álvaro Pereira Junior e João Pereira Coutinho na “Folha de S. Paulo”; nas coisas bacanas que o Cae escreve; nas sacadas sempre geniais do Victor; no suplemento “Eu & Fim de Semana” do jornal “Valor Econômico”; nas palavras do Alexandre Matias; nas críticas do Daniel Piza; no show do The National no Tim Festival, o único que importa; no Planeta Terra Festival que tem tudo para mais uma vez ser o festival do ano; no devastador show do Justice no Skol Beats; nas tirinhas do Calvin & Haroldo no ótimo blog “Depósito do Calvin”; no ótimo podcast “Now Café!” do IDG Now; nas idéias de Gustavo Ioschpe; nos “Gêmeos Kowalski” do Angeli; na revista “VIP” e a edição com as 100 mulheres mais sexy do mundo; ouça o novo CD de Emiliana Torrini “Me And Armini”…
Assunto e coisa bacana é o que não falta, mas antes três textos para você pensar, depois, depois, depois a gente conversa:
“Procuram-se prefeitos, prefeitos mesmo”
Por Roberto Pompeu de Toledo
“Por que a escola não serve pra (quase) nada”
“Pra que serve a escola (de novo)”
Por Gustavo Ioschpe
“Brasil”, Cazuza
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Estou envolvido indiretamente com política há mais de 20 anos e por mais que a cada nova eleição me surpreenda, é assustador como essas surpresas sempre acompanhem um grau de escárnio e pessimismo.
Não vou discorrer sobre minha preferência partidário – se é que hoje em dia isso ainda é válido -, mas é preciso creditar muito desse escárnio e pessimismo a coisas que vi e ouvi ao longo da vida.
Ainda não li “Ensaio sobre a Lucidez” de José Saramago, mas seria bacana se a lógica do livro fosse imposta não a quem se abstivesse de votar, mas a quem não soubesse votar (incluso aí quem não soubesse fiscalizar, porque o voto não se concretiza ao apertar o botão verde, mas a contínua fiscalização do agente público).
Roberto Pompeu de Toledo escreveu no longínquo 1999 um texto chamado “Procuram-se prefeitos, prefeitos mesmo”, quase uma década depois ele é mais que atual, assim como obras da Legião Urbana e Cazuza, “Que país é este?” e “Brasil”.
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Um dos meus amigos mais talentosos e que tanto me faz acreditar que ainda vale a pena investir força, tempo e dinheiro na minha carreira de formação está estudando para trabalhar com comunicação interna e em um futuro breve jornalismo corporativo. Mais um que vai embora.
Quando a notícia chegou a mim, via o próprio amigo, uma sombra negra de decepção e desalento invadiu quem sou: – Afinal, se o cara mais talentoso que conheço está debandando para a área corporativa, assim como já vi outros talentos, é o fim!?
Antes que idéias se formassem pensei que, claro, cada um com seu umbigo e a idéia é seguir, não importa para onde.
É triste ver pessoas com grande talento fazendo trabalhos corporativos. Espero que não, mas… mais um para a seção “Acomodação traz conforto, porem não traz progresso”.
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Um diálogo que diz muito sobre muita coisa:
- Mas não pense que este é um final feliz. Todo dia a luta continua. (…) Minha vida é um caos. (…) Com sorte terei saúde entre a aposentadoria e a morte. Os anos dourados, certo? Quem sabe? (…) Eventualmente vou perder a guerra. Mas o objetivo é vencer algumas batalhas ao longo do caminho.
Harvey Pekar em no cool é triste “Anti-Herói Americano”
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Uma pergunta:
“Qual é a graça de já saber o fim da estrada, quando se parte rumo ao nada?”
“The Shock Of The Lightning”, Oasis
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Sempre quando vejo algo relacionado a formação de novos profissionais e sua entrada no mercado de trabalho lembro de dois textos de Gustavo Ioschpe “Por que a escola não serve pra (quase) nada e “Pra que serve a escola (de novo)”, lembro também de um triste diálogo entre duas alunas da minha classe em ultimo ano de formação:
- Ah, mas falta apenas o TCC.
- É, que bom, não vejo a hora de sermos radiólogas!
Pessoas que estudam comunicação social e optam por uma das quatro opções de formação (Relações Públicas, Propaganda e Publicidade, Jornalismo e Rádio & TV) recebem nomenclaturas diferenciadas, as três primeiras profissões são respectivamente Relações Públicas, Publicitário e Jornalista; não entendo o motivo da formação em Rádio e TV não receber a nomenclatura de produtor audiovisual ou algo equivalente, mas por algum motivo a nomenclatura oficial é Comunicólogo.
Somados os brilhantes textos de Ioschpe, o vídeo-charge e o triste diálogo que infelizmente a memória ainda não apagou, só me resta abrir a apostila (imagem ao lado na seção livro) e tentar mudar essa realidade.
A ausência temporária deste blog, diminuindo consideravelmente sua atualização é, creio, por uma boa causa. Não ao “bilhetinho da loteria”, qualquer dia, quando o tempo apertar o pause, explico essa triste expressão.
















