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Música: “Doce Guia (Céu)”, 3 Na Massa
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Sempre acreditei que conseguiria levar adiante um projeto pessoal de tornar minha coleção de cadernos “Folhateen” – suplemente jovem que acompanha o jornal “Folha de S. Paulo” às segundas-feiras – que tenho há quase dez anos em tema para minha pós-graduação.
Ontem peguei uma grande caixa onde existiam mais de 300 exemplares e joguei fora.
Algumas coisas perdem o sentido.
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Da mesma forma sempre acreditei que nunca transformaria meus CDs em arquivos de Mp3. Existem CDs que acompanham histórias, seus encartes e letras, as fotografias, o prazer de abrir um CD original e ver ali a obra completa de um artista (banda/cantor) além do simbolismo quando ele é fruto de um presente.
Vinha adiando há algum tempo esse processo deixando por ultimo os CDs das bandas que mais gosto: Radiohead, Violins, Brad Mehdau e Los Hermanos.
A discografia inteira das quatro bandas não ocuparam 30% de um DVD, e transferindo para o toca-mp3 essa porcentagem seria quase nada.
Para mim a invenção do século foi o iPod, até o final do ano será o iPhone.
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Na universidade ouvia muito alguns professores citarem a configuração das câmeras, programas de edição, a iluminação correta, cenário, profissionalismo e ética.
Hoje quando assisto a TV ou acompanha o noticiário em algumas revistas direcionadas para TV, me pergunto:
Onde está o conteúdo, onde está um roteiro bem escrito, aliás, onde está a ética e o profissionalismo?
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- Tio você não tem mais provas? As minhas acabaram…
- Sim, mas as minhas são diferentes, são as do curso.
- Mas você não estuda mais?
- Estudo no curso, assim como a mamãe.
- Mas em escola de verdade, você não estuda, não é?
- Não, o titio não estuda mais, na verdade eu não vou estudar mais…
(O que o tio gostaria de dizer é que não vale a pena estudar, que ele (o tio) não iria estudar nunca mais, que as coisas não são bem como deveriam ser e que não adiantou nada ter estudado muito, aliás, a vida inteira, assim como estudou, muitas vezes a escola não serve para nada)
O tio não disse nada disso escrito no parágrafo acima, mas mesmo assim a ultima frase do curto bate-papo foi uma das coisas mais tristes que ele já disse para o sobrinho.
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Certa vez Marcelo Costa citou um poeta: “A carne é triste, e eu li todos os livros”.
Ainda bem, eu ainda não li todos os livros.
Estava olhando os arquivos deste blog e unindo o contexto dos tópicos anteriores pensei:
Algumas coisas a gente perde pelo caminho. É triste.
















