Música:
“The Pop Song”, Sigur Ros

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- Vó, o que explica a gente sentir tanta saudade de alguma coisa? Assim como se aquela coisa fosse muito importante para nossa vida. Como se nós precisássemos daquilo para viver. A gente sente tanta saudade que fica até triste…

A vó preocupada desconversa:

- Que história é essa moleque, que besteira.
- Mas é sério, Vó.
- Mas você esta com saudade de quem?
- Da Mel

Explicasse que “Mel” é a cadelinha que o pequeno menino tem, mas que está no sitio do tio há um relativo tempo.

O papo segue com outros altos questionamentos por parte do menino, muitas vezes surpreendendo quem ouve ou apenas observa.

Sorte (?) do menino que ainda não sabe o que é o amor, suas dores e prazeres. Sorte (?) do menino que não sabe direito, ainda, o que é uma amizade verdadeira. Sorte (?) do menino que não sabe o que é ter saudades de velhos sonhos…

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Maio recebo a resposta de algo que quero muito e será muito importante para mim, principalmente em um projeto a médio e longo prazo. Deseje-me sorte e você que reza ou acredita n’Ele lembre de mim.

Eu não acredito, não adianta!

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O leitor que digitar o nome do gênio dos quadrinhos Angeli no sistema de busca deste blog, irá perceber que ele está presente em muitas notas. Nunca gostei de quadrinhos e revistas de super-heróis - o leitor mais atento já percebeu isso - por isso mesmo é com enorme prazer que leio as tirinhas de Angeli.

As notas “Duas coisas que eu odeio… … e uma que eu adoro” publicadas neste blog são uma cópia (aproximadas ao lado pessoal deste blogueiro) do que Angeli publica em forma de quadrinhos.

Digo isso, porque já há algum tempo me preocupava as tirinhas de Angeli não trazerem nada de genial ou, vamos lá, novo. Durante algum tempo as tiras não traziam algo que me despertasse o ácido no sorriso, mas como diz o nome daquele grande disco do O’Rappa, “Silêncio Que Precede O Esporro”, Angeli retorna a grande forma publicando uma nova série de tirinhas que tem me feito gargalhar e reverenciar mais uma vez, como sempre, seu talento e senso para os tempos contemporâneos que alguns teimam em entender.

As novas tirinhas dos “Gêmeos Kowalski” são um esporro que fazem justificar o silêncio de Angeli com algo relevante. Os dois gêmeos que desejam “À queda da civilização ocidental!” são tão inteligentes e bem-humorados que se parecem com aquele seu melhor amigo, mas que muitos rotulam de revoltado sem causa ou de grosso.

Não adiantaria ficar enumerando qualidades, as tiras falam por si, vale a pena conferir a sessão de quadrinhos do jornal “Folha de S. Paulo”, ao menos nessa sessão o jornal se sobressai melhor que “O Estado de S. Paulo”, mas bem que este possui “Calvin e Haroldo“… hummm, mas isso é papo para uma outra nota.

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Dois grandes amigos caminham pelos corredores de um grande shopping, após alguns choppes e um bato-papo saboroso eles concordam em procurar um livro para um e um vestido de presente para a namorada do outro.

Após algum bom tempo andando e conversando sobre “o tempo, o céu e o mar…” eles concordam que a melhor solução e convidar a irmã de um deles para auxiliá-lo na compra do presente, concordam que não sabem e não entendem nada de comprar roupas para mulheres e que elas ficam muito melhores, oras bolas, sem elas.

Concordam também que, tudo, tudo mesmo leva a Meca.

Seja qual for a sua Meca!

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Esta nota foi pensada, escrita, revista e publicada ao som do disco “( )” da banda islandesa Sigur Ros. Quando a última faixa “The Pop Song” marca presença no play um sorriso gostoso invade a face e fica assim durante os longos 11:43 de duração.

É curioso o quanto sua música gélida e sem alma, mas não sem sentimentos, consegue aquecer corações neste frio glacial. Tocante.