You are currently browsing the monthly archive for Novembro 2007.
Poucos saberão o que realmente aconteceu ontem no emprego, daqui a alguns anos quando citarem o caso poucos ainda saberão contar com detalhes, menos ainda darão ao assunto à mesma importância dos dias urgentes que correm, posso dizer apenas uma coisa, assim como cantam os Racionais MC’s:
- Minha mãe fez de mim um homem, não uma puta!
- – - – - – - – - -
Enquanto ele procura o livro desejado na seção Literatura Americana, ela olhava as revistas e os livros de horóscopo, quando ele foi até ela:
- Não sei porque você compra varias revistas de horóscopo e agora está querendo comprar livros. Se o horóscopo é um só e você já leu para o ano inteiro…
Ela apenas olha e não diz nada, mas quer dizer algo com relação ao livro que ele acabara de comprar ou os milhares de jornais e revistas que ele ainda compra mesmo não tendo tempo para ler tudo.
- – - – - – - – - -
O amigão Victor publicou em seu blog talvez a melhor tirinha do Calvin & Haroldo que já vi na vida. Ele atualiza muito pouco ou quase nada seu blog, uma pena, queria saber mais sobre o que se passa naquela cabeça genial, mas a tirinha publicada há poucos dias apenas prova mais uma vez o que sempre escrevo aqui.
- – - – - – - – - -
Em poucas palavras a grande Carla Rodrigues consegue fazer uma bela radiografia da espetacular série “House“.
Uma grande vontade que tenho é alugar os 3 boxes contendo as 3 primeiras temporadas e ficar um final de semana inteiro assistindo. Sem pausa!
Não sei como seria a segunda-feira devido a grande carga de mau humor e pura ironia, mas que eu ficaria muito feliz, isso eu ficaria.
Era uma vez o blog do Marcelo Costa, do Cae e da Mariana Tramontina (meus 3 blogs preferidos), meu blog preferido a partir de agora vai ser esse.
- – - – - – - – - -
Dica de onde deveria ser o show do Radiohead em 2008: Sala São Paulo e a banda de abertura deveria ser o Sigus Ros.
Perfeito!
- – - – - – - – - -
- Só foi possível ver as pessoas caindo em cima de nós parecendo bolas. A gente até tentou pegar algumas, mas não foi possível.
Mais 7 para as estatísticas.
Esse é o país que quer sediar uma copa?
Que pena! Que pena!
- – - – - – - – - -
“O trabalho liberta” é o c******!
Uma das primeiras metas para o próximo ano é trabalhar menos, menos e menos.
- – - – - – - – - -
Terminei a leitura de “Eu Receberia As Piores Notícias Dos Seus Lindos Lábios”, de Marçal Aquino, mais um belo livro indicado pelo amigo Victor, mas desta vez a leitura não foi tão deliciosa e gratificante quanto do ótimo “Mãos De Cavalo” (melhor livro nacional de 2006), de Daniel Galera.
Aproveitei o lugar vago na estante e comprei “Homem Comum”, de Philip Roth. Muito elogiado pela critica especializada o livro tem uma leitura fluente e até o momento me faz ter cada vez mais medo da morte (mas isso é papo para outra nota) ou seria da vida?
- – - – - – - – - -
Avisei que este blog a partir de 03/12 não passa mais a existir nesse endereço e prometido para esse mês que se encerra hoje quatro textos tentando mostrar (por que o leitor mais atento sabe que nem sempre é possível radiografar o que se aprende em palavras ou imagens, mas sim em memórias, impulsos elétricos e sinapses) o que aprendi em quatro anos de Ensino Superior. Os textos estão sendo trabalhados e as idéias coordenadas, assim como a “Hot List” os textos serão publicados quando o blog (não seu autor) voltar de férias.
O que posso adiantar sobre os textos é que os títulos são:
“A Mulher Da Minha Vida”, “Amigos”, “A Escola Não Serve Para (Quase) Nada” e “Merecimento”.
E com relação a “Hot List” que, as posições referentes à lista anterior estão muito diferentes.
- – - – - – - – - -
Queria muito falar de “Mais Estranho Que A Ficção” o melhor filme que vi esse ano e do hilariante “Ratatouille“; da falta de profissionalismo do editor internacional de “Veja”; do quanto Pedro Doria é exemplo de como deve trabalhar o jornalista do futuro; do quanto o jazz me fez voltar a ter prazer com a música; do quanto a “Hot List 2008″ está uma delicia; de como cada vez menos tenho tempo para mim e para as pessoas que amo e mais os empregos furtam minha vida; do quanto ouvir “Bodysnatchers” e “Weird Fishes/Arpeggi” ao vivo do novo CD do Radiohead deve ser algo indescritível; do quanto não cumpro o que sempre escrevo aqui, mas não tenho tempo, hoje minhas prioridades são outras e o relógio faz tique-taque, tique-taque, tique-taque…
- – - – - – - – - -
Hoje um anjo chamado Suelem faz aniversário. Por pura incompetência não encontro palavras para celebrar essa data, o que posso dizer é obrigado!
Obrigado por ser minha amiga! Hoje o milagre da vida dá mais um suspiro em sua história.
Poucos sabem o quanto a Su foi especial e cordial nos momentos mais difíceis, poucos foram.
Fica o meu respeito, carinho e fraterna admiração.
- – - – - – - – - -
Ainda volto a este espaço antes de 03/12 ou mesmo na data, ainda preciso escrever sobre um assunto.
- – - – - – - – - -
Rádio: “Não Perca As Crianças De Vista (Acústico)”, O Rappa
Joyce provavelmente você não irá ler esta nota, talvez muito menos este blog, mas eu lhe devo desculpas.
Enviei um e-mail para uma amiga em comum e como de costume nas minhas mensagens eletrônicas a ironia marcava presença em excesso e mais uma vez suplantou o real objetivo da mensagem. Pedi para que esta amiga em comum lhe desse um puxão de orelhas (um pouco mais que isso) por não ter me ajudado quando eu mais precisava – “A gente aprende muito sobre a Humanidade nessas horas.” escreveu Arthur Dapieve – , e em nenhum momento pensei que você, assim como o restante da humanidade, pudesse ter outras prioridades que não apenas o meu umbigo e minhas vontades. Errei. Errei feio.
Por isso, peço desculpas.
Sei que nada do que eu escrever aqui irá diminuir a arrogância e imaturidade da minha pessoa com relação ao que escrevi. Fiz um julgamento precoce e infantil sem ao menos deixar que as respostas chegassem a mim sem antes apontar o dedo em riste a outras faces, fui injusto e equivocado.
Que vergonha!
Desculpe-me, é o que posso dizer. Estou envergonhado.
Boa sorte!
- – - – - – - – - -
Rádio: “Perdoa” Roberto Carlos
Rádio
“Seventh Tree” (2007), Goldfrapp 
Estante
“Homem Comum”, de Philip Roth
(tradução de Paulo Henriques Britto; Companhia das Letras; 136 páginas)
Critica: “Veja” | “Ultimo Segundo”
TV / Vídeo / Cinema
“Mais Estranho Que A Ficção” 
(Stranger Than Fiction, EUA, 2006) de Marc Forster, com Will Ferrell
Critica: “Veja”
“RADIOHEAD TO INCLUDE SOUTH AMERICA ON TOUR
Radiohead might be playing South America for the first time next year, Ed O’Brien revealed on BBC Radio 1’s Zane Lowe show. Apart from the earlier revealed plans of touring in May, June and July next year; It looks like the band have finally decided to answer the long-time wishes of the South Americans by playing their continent. Although Ed did narrow it down immediately to just two countries: ‘We’ll hopfully go to Japan and hopefully South America, where we haven’t been before. Well, Argentina and Brazil’.”
Fonte: BBC
Radiohead no Brasil, o leitor não faz a mínima idéia do quanto estou feliz (esta é a segunda melhor notícia que recebo na vida) e o quanto estou assustado e com medo: em maio, junho ou julho pode ser que eu não esteja mais no Brasil.
Esse é o show da minha vida e enquanto o Radiohead vem para o Brasil eu vou para a Europa. Eu nunca pensei que planejaria ou cogitaria isso, mas vou adiar meus planos.
Poucas coisas são mais importantes que o Radiohead ao vivo (depois escrevo mais sobre isso). O futuro vai ter que esperar.
- – - – - – - – - -
Rádio: “Fuck Forever”, Babyshambles
Quinta-feira, 22 de novembro de 2007, página D9 do jornal “O Estado de S. Paulo”, uma foto de página inteira me deixa sem ar.
Na propaganda da marca Arezzo, “Alto Verão 2008″, a modelo está apenas com um par de sandálias vermelhas, toalha branca na cabeça e uma bolsa também branca cobrindo o corpo. Mais nada!
O olhar de mulher acuada não faz jus a sua pessoa. E é por isso que faz da foto antológica. Não por menos Aline Moraes é a garota “Hot List 2008″ (até o final do mês publico a lista completa).
Como canta Fred Zeroquatro, líder do Mundo Livre S.A.: “Que violência”.
Que mulher!!!
- – - – - – - – - -
Rádio: “Meu Esquema”, Mundo Livre S.A.
Os dois estavam cobertos pelos lençóis ainda sujos do ato, a pouco consumado, caricias e sussurros eram ditos no canto do ouvido quando não para o teto cheio de estrelas, quando ela quis conversar:
- Você vai me deixar, não é?
- Lembra que a gente não iria mais falar sobre isso?
- Mas você vai me deixar, não é?
- Existe outra opção? – ele respondeu já um pouco magoado.
- É… – ela sabia que ele não tinha outra opção.
- Mas você vai me deixar assim sozinha mesmo, logo agora que… – ela continua.
- Você não vai chorar, vai? Eu lembro quando você começou a chorar na minha frente à primeira vez, mas naquele momento era de alegria, já agora…
- Não, é que… – ela enxuga as lágrimas nos olhos e as poucas gotas que ainda marcavam o rosto. … Eu estava, ah deixa pra lá.
- É que você está gostando de mim, não é isso? – ele sabia muito bem o que ela quase sempre estava pensando.
- Sabe o que é, eu nunca acreditei que “a chance” fosse aparecer para mim, e por mais que você conheça um pouco meu jeito de pensar sobre algumas coisas, eu passei a acreditar que esta é a minha “chance”. Também não é fácil para mim te deixar dessa forma, sem escolha ou alternativas, mas de alguma forma eu acho que o Super-Homem está olhando para mim nesse momento. – ele quase desabafa.
- Seu bobo. – ela sorri, quase em segredo, deixando os lábios ainda mais macios e deliciosos serem registrados pela pouca luz do quarto, ela não vai mais chorar, mas de qualquer forma ele ficou desconsolado e pediu para que ela não tocasse mais no assunto:
- Vamos fazer assim: deixa acontecer, sabemos que um dia esse dia vai chegar e por mais que eu queira que ele seja logo eu não posso querer tirar de você os momentos ao meu lado, mas, por favor, não me peça para ficar. Eu não posso.
Os dois se abraçaram e foram para o chuveiro juntos, o fim de noite estava apenas começando.
- – - – - – - – - -
Rádio: “Superheroes & Human After All & Rock´n Roll (Live)”, Daft Punk
Steven Patrick Morrissey líder do cultuado grupo The Smiths escreveu uma música chamada “We Hate It When Our Friends Become Successful” (“Nós odiamos quando nossos amigos se tornam bem-sucedidos”).
Não concordo com o titulo de sua música e hoje quando a banca de avaliação do Trabalho de Conclusão de Curso de um dos meus melhores amigos/irmãos disse a tão esperada palavra “Aprovados!”, agradeci muito a um deus que não acredito por aquele momento.
Tratava-se apenas de cumprir os protocolos, por que sabemos que um Trabalho de Conclusão de Curso não se resume em apenas uma apresentação de escassos 30 minutos, mas ao longo de um decisivo e implacável ano, precedido de outros 3 anos de igual pressão e tão decisivo quanto.
Acompanhei bem de perto os dois primeiros anos acadêmicos do amigo Cae e posso afirmar em poucas palavras que é uma das poucas pessoas que eu realmente gosto nessa vida. Se temos diferenças não são essas que irão nos distanciar, assim como certa vez observou um magoado professor.
Creio que um dia a vitória do talento irá vencer, mas conjugar verbos e esperanças no futuro cansa a alma e mina a pouca fé dos poucos que a possuem. Um dos grandes sonhos que tenho nessa vida é ver meus reais amigos tornarem-se bem-sucedidos, mesmo antes de mim, ora bolas…
E eu ficarei muito feliz um dia quando ver o Cae levantar um Leão em Cannes. Mas sabe, talvez isso seja apenas elogios gravados em impulsos elétricos nesse universo digital onde conhecer e descartar informações se dissipam, assim como escreveu brilhantemente Álvaro Pereira Junior, ou talvez seja a única forma de relembrar momentos que farão para sempre parte importante da História desse amigo que tanto quero ver bem, contrariando Sir Morrissey.
Mesmo que alguém tivesse gravado a apresentação, hoje, esse fato não faria diferença porque a comemoração mesmo sabemos: fica na memória e no coração!
Amigo, só posso desejar uma coisa para os próximos anos na sua futura brilhante carreira: muito trabalho!
Grande abraço fica meu respeito e eterna admiração!
Rádio: “All I Need”, Radiohead
Quando o guitarrista Luke Jenner anunciou “Whoo! Alright Yeah… Uh Huh” e Matt Safer assumiu os vocais, olhei para um amigo e dei risada como quem pedisse permissão para passar vergonha e dançar sem saber dançar, logo depois eles tocaram “House of Jealous Lovers” e depois “Echoes”, uma hecatombe havia passado por ali e nada estava mais como antes.
Faz dois dias que aconteceu o Planeta Terra Festival, mas a idéia de festa que reinou durante todo o show do The Rapture ainda está presente…
Quando na metade de “House of Jealous Lovers” a guitarra esmerilhava as caixas de som lembrei do show do Primal Scream no TIM Festival 2004 (ainda lembrei de Jon Spencer Blues Explosion e And You Will Know Us By The Trail Of Dead), a impressão de bomba nuclear era a mesma, mas com um sorriso no rosto.
A edição do fraco TIM Festival 2007 e do Planeta Terra Festival 07 merecem maior destaque (talvez um texto cada no querido Poppy), mas por enquanto fica a avaliação dos shows que vi no Terra:
Lucy And The Popsonics
Pato Fu
Datarock
Lily Allen
The Rapture
Kasabian
Rádio: “Sun/Rise/Light/Flies”, Kasabian
VS 
A disputa de público entre os dois palcos mais interessantes do Planeta Terra Festival 2007, que acontece hoje, vai ser uma das coisas mais bacanas este ano no cenário de shows e no mundo pop nacional.
A idéia de dividir as atrações em dois palcos é bem-vinda, mas fica apenas a ressalva de que a organização do festival deveria ter acolhido a ótima opção que fez do Claro Que É Rock há alguns anos o melhor festival que este país já viu (não vale mencionar o Rock in Rio, ok?): não ter shows acontecendo ao mesmo tempo.
Se este é um fato comum em outros países, a idéia não é nada bacana com um país carente de grandes festivais e boas atrações como o Brasil.
Mas a disputa vai ser legal.






The Rapture e Kasabian tem tudo para fazerem os dois shows mais legais do ano, enquanto as duas bandas não entram no palco o posto de melhor show ainda é da surreal Bjork que fez do péssimo e mais fraco desde sua primeira edição TIM Festival valer a pena.
Uma coisa é certa: quando as potentes caixas de som da Villa dos Galpões do Morumbi tocarem “Whoo! Alright – Yeah…Uh Hoh” eu vou ficar feliz pra c******.
Rádio: “Whoo! Alright – Yeah…Uh Huh”, The Rapture
















