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Do Guia Da “Folha de S. Paulo”
“Domingo 30/09
Pato Fu e Trash Pour 4
Dentro do projeto Grandes Encontros, o grupo mineiro, que acaba de lançar um novo disco (‘Daqui Pro Futuro’), se apresenta ao lado do quarteto paulista, famoso por suas versões originais e bem-humoradas de clássicos da música pop.
Shopping Anália Franco – praça de eventos (av. Regente Feijó, 1.739, Tatuapé, região leste, tel. 6643-4360). 3.000 pessoas. 12h30. Estac. gratuito.”
Se a banda tocar “Canção Para Você Viver Mais”, a belíssima “Um Ponto Oito” e “No Aeroporto” desculpa, mas eu não vou segurar a emoção.
Fica a dica.
Rádio: “If Ever”, Foo Fighters
Nada é de graça, e quando é alguém está pagando.
Por isso o titulo desta nota
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Eu fico tão chateado quando meus planos começam a dar errado nem mesmo antes de serem iniciados.
Você sabe né, planos são coisas para se fazer debaixo dos cobertores.
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Brasis
Leio três notas na imprensa sobre o programa “Roda Viva” com o rapper Mano Brown. A minha vontade era escrever uma nota exclusivamente para comentar o programa; a perda de uma oportunidade única, diria até histórica; a falta de preparação e o mínimo conhecimento dos entrevistadores; a tranqüilidade de Mano Brown; a falta de estudo que não lhe faz diferença alguma; e o preconceito com aquilo que alguns não conhecem, mas…
A vida é curta e não sou eu quem vai perder tempo escrevendo algo que depois ninguém vai ler mesmo e muito menos comentar, oras bolas, blog é diálogo.
Fica por conta e risco do leitor à vontade de ler algum dos três links citados abaixo. É bem verdade que existe muita m**** escrita em forma de palavras estudadas e teses sem argumentos sólidos, mas quem tem que decidir se isso que comento é verdade não sou eu, apenas repito novamente: perdeu-se uma oportunidade única, mas desta vez me refiro aos textos contidos nos links e não apenas no programa.
Apenas uma (?) pergunta aos entrevistadores e Luiz Zanin (“Estado de S. Paulo”), Marc Tawile (“Jornal da Tarde”) e Reinaldo Azevedo (“Veja”), respecitivos autores dos textos lidos e citados acima:
Quem já entrou em uma favela? Morou na periferia? Pega ônibus para ir trabalhar? Ou trem? Estudou em escola da prefeitura ou do estado? Assume que não tem nada contra a pessoa do presidente da república e não seu cargo e responsabilidade? Já passou necessidade em casa? Necessidades mais básicas: comida, energia elétrica, água, saúde… quem? Sofreu preconceito?
Quem?
Todos temos o direito de reclamar ou discordar, todos, mas isso não nos dá o direito de surfar nas palavras sem juízo de conhecimento. Talvez nada substitua bons livros, teses de mestrado ou doutorado, mas um pouco de realidade e verdade nos torna mais humanos.
Como escreveu Friendrich Nietzche: “Ars Existit Ne Veritas Nos Destruat”
(“A arte existe para que a verdade não nos destrua”).
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Como ensinou Gustavo Ioschpe: “De Omnibus Dubitandum Est”
(Duvide De Tudo).
Rádio: “Rocks (Ao Vivo)”, Caetano Veloso
A nova propaganda do IG diz:
“O mundo é de quem faz downloads, vídeos, blogs, fotologs, games e um café bem forte para agüentar fazer tanta coisa.”
Dirijo-me até o balcão e peço:
- Um café bem forte, por favor!
Rádio: “Shut Your Eyes”, Shout Out Louds
Notícia retirada da Folha Online abre um sorriso no rosto. Para quem conhece apenas um pouco de música no Brasil, sabe da importância do vocalista do grupo Racionais MC’s para a poesia urbana. Já presenciei o quase culto religioso que são os shows da banda duas vezes, em nenhuma das duas havia concessão a qualquer que fosse a instituição.
Como a própria noticia mostra, o time de entrevistadores é brilhante e a expectativa promete um programa histórico.
Parem as máquinas, o homem vai falar!
“‘Roda Viva’ entrevista rapper Mano Brown nesta segunda
O líder do grupo Racionais MC’s, o rapper Mano Brown, estará no centro do ‘Roda Viva’ (TV Cultura) nesta segunda-feira (24), a partir das 22h40.
O programa ao vivo será conduzido pelo jornalista Paulo Markun.
Na bancada de entrevistadores estarão Maria Rita Kehl (psicanalista); Paulo Lins (escritor, professor de literatura e roteirista de cinema); Renato Lombardi (comentarista da TV Cultura); Ricardo Franca Cruz (editor-chefe da revista ‘Rolling Stone Brasil’); José Nêumane (editorialista do ‘Jornal da Tarde’ e comentarista da Jovem Pan e SBT).
Na última edição da Virada Cultural, em maio deste ano, um tumulto marcou o show do grupo liderado por Mano Brown e abriu discussões sobre a responsabilidade do rap e dos Racionais em torno de atos de violência.
Houve polêmica ainda sobre quem deflagrou o conflito naquela madrugada – se os baderneiros do quebra-quebra ou a PM, que atirou balas de borracha a esmo.”
Se o leitor mais atento for assistir dedique uma maior atenção para a psicanalista Maria Rita Kehl ela é responsável pelo brilhante texto “As Fratrias Órfãs”.
Sempre lembrando: “Forrest Gump é mato…”
Rádio: “Negro Drama”, Racionais MC’s
“Do que adianta você ter esta alma colada aos ossos dessa carne errada?
Sem o risco, a vida não vale a pena.
Se você não quiser arriscar, não comece.
Isso quer dizer: se você arriscar, perder namorada, esposa, filhos, emprego, a cabeça, e até a alma.
Mas, é sempre melhor isso do que olhar pra todas essas outras pessoas que nunca acertam porque nunca se propõe ao risco”.
Poucas pessoas que conheço são tão corajosas quanto minha irmã, minha mãe e o amigão Victor. Poucas.
Por mais que meus outros amigos, entre eles o talentosíssimo Cae, tenham vontade, talento, criatividade e fé (no caso do Cae dividimos um conflito com o Criador), essas qualidades não são suficientes. É preciso mais.
Vontade não basta, é preciso ter coragem. E essa qualidade hoje em dia é rara. Preferimos à tranqüilidade ao risco, o medo de perder emprego, conforto, salário em troca de alguns bobos status. Não vou entrar nos detalhes de “pão e circo” – isso talvez farei em outra oportunidade, se ela existir.
Lembro de um ensaio brilhante de João Moreira Salles no extinto “NOminimo”, onde o grande documentarista escrevia sobre a coragem e o inferno. Com o fim do site de pensamentos, ensaios e crônicas os arquivos foram para o espaço. Uma pena.
“Conhecimento é o que fica depois que tudo vai embora” disse certa vez Rubem Alves, o que ficou depois de vários anos daquele ensaio é que pessoas que não tem coragem não vão nem ao inferno e nem aos céus, ficam perambulando por toda eternidade, ad infinitum…
(Não acredito em inferno nem mesmo em céu e paraíso, mas esse é outro papo.)
As pessoas que não tem coragem após a morte – segundo Salles – ficam no limbo.
Pedras que rolam não criam limbo, essa o leitor já deve conhecer. Hoje dei um pequeno passo para um futuro mais confortável, porque o que eu não quero é criar limbo.
Acomodação traz conforto, porém não traz progresso.
“Sem o risco, a vida não vale a pena.” Escreveu Goeth.
(ousadia, coragem, força, paciência e sabedoria)
Rádio: “The Pretender”, Foo Fighters
Entre os aranha-céus o pouco de azul aparecia entre uma acelerada e outra do ônibus, já era noite e o cumprir dos compromissos atrasaram a ida à casa de espetáculos.
Trânsito, violência, poluição, moradores de rua e outros personagens que transformam qualquer cidade em farrapos não deixaram de marcar presença no caminho.
A primeira vez que ouvi jazz foi, curiosamente, para encontrar abrigo onde o rock não mais me despertava interesse. Quando as bandas que ocupavam o play no meu toca-mp3 eram apenas derivadas de outras já derivadas, não havia mais sentido ouvir então.
Assim encontrei Charlie Parker, Miles Davis, Keith Jarrett, Thelonious Monk, o contemporâneo Brad Mehldau, Norah Jones, a maravilhosa banda brasileira Delicatessen e a que mais me traz prazer e entusiasmo: Madeleine Peyroux.
Quando a iluminação se ascendeu dando um adeus ao espetáculo de mais de hora e meia, dois retornos após o bis, “I’m Alright”, “Blue Alert”, e as sensacionais “Half The Perfect World”, “La Javanese” clássico de Serge Gainsbourg, que Madeleine executou tocando violão e acompanhada somente do talentoso baixista Barak Mori e a belíssima “Smile”, tive apenas uma certeza: a música salva vidas.
Em “Dance Me To The End Of Love” solos do pianista James Beard e do violonista Steve Cardenas fizeram companhia à voz de Madeleinee e em vários momentos da apresentação duelaram entre si no melhor estilo jam sessions .
Se confirmar a tradição de melhor festival do país o TIM Festival terá grandes chances de sediar o melhor show do ano: Antony And The Johnsons ou Cat Power, o Festival Terra com Kassabian ou o Chemical Brothers em apresentação solo, mas até o relógio marcar o término desses o melhor show do ano até o momento tem nome: Madeleine Peyroux.
“É conhecida a história do sujeito que perguntou ao cantor e trompetista Louis Armstrong o que era jazz e recebeu como reposta a genial ’se você tem de perguntar, você jamais irá saber.’ Bingo”. Escreveu certa vez Arthur Dapieve.
Não me pergunte o que é jazz.
O que eu sei é que quando Madeleine Peyroux canta a cidade fica menos cinza.
Rádio: “Smile”, Madeleine Peyroux
Além dos cinco blogs diários que sempre leio (Cae, Mariana Tramontina, Victor, Tula e Marcelo Costa), também tenho o habito de investir meu pouco tempo livre nas palavras de algumas pessoas que, com o tempo e algumas boas idéias, ganharam minha confiança:
Segunda-Feira: Álvaro Pereira Júnior (“Folha de S. Paulo”), Pedro Dória (“O Estado de S. Paulo”)
Terça-Feira: Arnaldo Jabor (“O Globo”, “O Estado de S. Paulo”)
Quarta-Feira: Roberto DaMatta (“O Globo”, “O Estado de S. Paulo”)
Quinta-Feira: Contardo Calligaris (“Folha de S. Paulo”)
Sexta-Feira: Arthur Dapieve (“O Globo”), Amir Labaki (“Valor Econômico”)
Sábado: Roberto Pompeu de Toledo (“Veja”)
Domingo: Daniel Piza, Sérgio Augusto, Ethevaldo Siqueira (“O Estado de S. Paulo”)
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Com o fim da revista “Bizz” a “Rolling Stone Brasil” é minha revista mensal favorita, além dela a leitura de “Caros Amigos”, “Carta Capital” e “Super Interessante” fazem as sinapses acontecerem com maior freqüência.
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A coluna à direita intitulada “Lendo” mostra o livro que estou lendo no momento.
Rádio: “Não Perca As Crianças De Vista (Acústico)”, O Rappa
“Sharapova não fazia nenhum ruído. Ficava deitada parecendo um sapo morto. E se irritava quando eu gemia, dizia que tirava sua concentração.”
Frase atribuída a Adam Levine, vocalista da banda americana Maroon 5, em entrevista à revista russa “Exile”, detonando o desempenho sexual de sua ex-namorada, a lindíssima tenista Maria Sharapova.
Rádio: “Home” Foo Fighters
Um dos ônibus passou e eu nem prestei atenção, esta estava direcionada em outro objeto. O outro que passou eu vi apenas no relance entre ele ir embora e eu voltar a visão para as palavras escritas.
Amigos não servem apenas para nos carregar quando as bombas explodem.
- Tenho que te levar os livros. – um amigo diz no MSN.
- Livros?
- É.
- Traz apenas aquele sem ser o do [Daniel] Galera.
- Ok.
“O amor é sexualmente transmissível” está escrito na página 9, nem mesmo havia lido, mas já desejava sexo e uma massagem, talvez alguma bebida. O dia, especialmente à noite, foi punk, cansativa e desmotivadora. Por um flash de segundo pensei em desistir, mas não agora. Foi apenas um flash.
“A primeira frase de um texto é importante pra cacete. Se ela não capturar o leitor pela beleza, o mistério ou até a virulência, ele não seguirá para a segunda frase. Nem lerá a terceira”. Escreveu certa vez em sua coluna mestre Dapieve. Ele não estava errado.
“O garoto tem altivez no olhar, uma espécie de confiança em estar no mundo. Algo secreto na cabeça dele, que não consegue se exprimir ainda, mas que o informa: você é melhor do que essa gente ao seu redor. É só uma questão de tempo para que todos saibam disso”.
Lembrei do Victor e do Cae e do pequeno Caio, meu sobrinho. Não conheço mais ninguém que possa merecer as palavras acima: “você é melhor do que essa gente ao seu redor”. Ninguém. Que pena.
Quando observo ao redor não há ninguém, observo melhor e um menino – adolescente talvez – de rua me olha e procura bitucas de cigarro pela calçada. Guardo o livro e penso que já é tarde e perder mais um ônibus – o terceiro – pode significar dormir fora do meu lar. Não posso, tenho lição de casa.
Dentro do ônibus a leitura continua frenética e a cada nova frase uma luz se abre, a vontade de sexo é deixada para segundo plano, mas não dispensaria uma boa f***, não mesmo, isso relaxa, sabia?
“O segredo, dizia Chang, o china da loja, não é descobrir o que as pessoas escondem, e sim entender o que elas mostram”.
Talvez isso explique o que escrevo neste blog, mas os contextos são diferentes.
Após a ótima e deliciosa leitura, tenho que fechar as páginas. Perder alguns ônibus tudo bem, mas perder o ponto de descer não.
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Já faz algum tempo que estou interessado em uma menina do ultimo ano de jornalistas, mas as circunstancias, minha timidez e a melhor forma de me aproximar me impediam de bater papo com ela.
Já faz algum tempo que percebi um brilho no olho dela que não vejo nas meninas por aí e cada vez que a vejo algo acontece aqui dentro.
Mas não posso fazer nada, não posso destruir o conforto que construí com a Renata, logo ela que estendeu a mão depois que o meu Katrina foi embora. Ela não merece isso, mesmo isso não tendo nada a ver com merecimento.
Às vezes algumas coisas acontecem e não é possível explicar.
“Não adianta explicar. Você não vai entender”. É a primeira frase do livro.
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Eu vou morrer com 83 anos, ouvindo jazz e lendo um livro.
Não quero mais nada.
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Uma das melhores frases que ouvi nos quatro últimos anos tanto na escola quanto na vida pessoal não posso publicar aqui, prometi para uma pessoa. A segunda melhor frase ouvi hoje:
- Vamos tomar um café?
- Depois que você se formar vamos continuar mantendo contato.
- Claro, quero muito ver o seu doutorado. – respondi.
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Um amigo me trouxe um ingresso, outro amigo trouxe um livro delicioso.
Obrigado, vocês salvaram meu dia.
Amigos não servem apenas para nos carregar quando as bombas explodem.
Rádio: “Side With The Seeds”, Wilco
Vamos apertar o botão do f***-se no 3, ok?
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Faz muito tempo que não escutava uma música tão bonita quanto “Praça de Alimentação” presente no novo CD “A Marcha Dos Invisíveis” do grupo curitibano Terminal Guadalupe.
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Novo iPod terá 160 gigas. Se 6 já bastava imagina 160!!!
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“A aula? Magda”.
Mais uma vez Sergio Augusto escreve um artigo delicioso.
Ele escreveu esse no dia do ENEM, talvez estivesse prevendo um futuro.
Vai saber…
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“O problema é acreditar que o controle sobre informação permanecerá tão possível quanto no tempo em que cinema no Brasil era com Oscarito.
Informação desejada será consumida.”
Para entender um pouquinho a pirataria em torno de “Tropa de Elite”.
Pedro Dória traça uma linha.
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Eu juro para você leitor: faço o maior esforço, mas não consigo gostar de certas bandas: CSS e M.I.A. são dois exemplos singulares.
Acabo de ouvir “Kala” novo CD de M.I.A. e a única coisa que passa pela minha cabeça é um grande mal-estar e uma vontade de vomitar.
Sobre a primeira banda resta dizer que os dois shows que vi foram os piores da minha vida.
Mas nada é tão ruim que não possa piorar, em novembro tem mais um show.
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Algumas frases como estas você não vai ouvir mesmo.
Contos de fadas são apenas para crianças.
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Apenas duas ou três pessoas (Arthur Dapieve, Roberto DaMatta, Daniel Piza) escrevem como Roberto Pompeu de Toledo no Brasil.
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Vamos apertar o botão do f***-se no 3, ok?
1… 2… ainda não!
Rádio: “Tits & Acid”, Simian Mobile Disco
















