“Nem todas as histórias de amor são felizes. Algumas delas escondem pequenos segredos sujos que podem mudar completamente de foco quando o acaso entra em cena.”
Essa é a chamada para o Mojo Books “Grandes Infiéis” que será lançado no próximo domingo, dia 19.
Não posso adiantar muito, mas os editores sempre solicitam que o autor responda três questões, essas que seguem abaixo:
Por que você escolheu esse disco?
O “Grandes Infiéis” é um dos discos mais vicerais que o rock nacional viu ganhar a luz nos últimos anos e de certa forma ele toca em assuntos/temas que nos deixam desconfortáveis quando da sua audição. O disco é ofensiva se sobrepondo a ofensiva e tratando de temas delicados, para que tudo isso venha culminar em mostrar que nossos sentimentos – desde os mais puros até os mais mesquinhos e baixos – nos traem. Mas não apenas eles (os sentimentos), mas também amigos e companheiros de relacionamentos. Por isso, achei interessante transformar isso em história, tentativa de literatura.
Como foi o processo de transformar música em literatura?
Na canção “Matusalém” Beto Cupertino canta “eu sempre quis/ abrir a porta como se ouve um disco/ é toda uma estrada pra descobrir.” E o “Grandes Infiéis” nos dá várias possibilidades para contar histórias e descobrir, mas era necessário trilhar uma que de certa forma encaixasse alguns dos sentimentos citados nas canções ou nas frestas destas. Assim, a idéia foi seguir a forma clássica de contar histórias, mas sempre dando maior destaque para que tudo pudesse ter conclusão na canção “Atriz” que considero a grande canção do disco e da banda.
Com qual canção do álbum você diria para o leitor iniciar seu conto?
Não vejo problemas se o leitor preferir seguir a ordem natural das faixas, tanto porque “Hans” é uma faixa sintomática para o que segue tanto no CD quanto no conto. “Glória” também é uma grande escolha, mas o que eu gostaria de indicar é que na parte final do conto, “Ato 3 – Ato Final”, o leitor programasse o aparelho de som/mp3-player para acionar o play na faixa 4 (“Atriz”) e depois pular para a última (“Ok Ok”). Dessa forma os acontecimentos no conto teriam trilha sonora ideal.
Rádio: “Atriz”, Violins

















1 comment
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13/08/2007 às 08:19
victor
é autor…eduardo né?!
abraço Jr!