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Olhando o que foi escrito lá no começo do ano para fazer um balanço do que se passou nesses seis meses que vão embora assim como o pôr-do-sol é possível registrar que as coisas boas superaram em muito as coisas más. Porque o leitor sabe que por mais que a vida seja cheia de som e fúria ela é filmada entre luz e sombras.

A luz, desta vez, ganhou:

- no começo do ano o grande amigo Jairo conseguiu se tornar mestre;

- ao longo dos meses a maninha conseguiu a promoção querida;
- o genial Victor conseguiu o tão sonhado emprego na área;
- conheci sua namorada a especial Andréa que palavras não a definem nem mesmo que eu tentasse escrever o dicionário inteiro aqui;
- o sobrinho voltou a jogar bola e o tio babão foi vê-lo;
- o jazz não se tornou o mais tocado no iTunes, mas a leitura sobre jazz é sempre presença na mochila ou na cabeceira da cama;
- o novo disco do Violins “Tribunal Surdo” é sem dúvida o disco do ano e “Manicômio” a música que eu mais ouvi na vida (neste momento a ferramenta Play Count marca 286 “plays”);
- outros tantos discos foram lançados acompanhados, é claro, do burburinho da mídia especializada, mas nenhum trouxe uma música tão espetacular quanto “American X” do Black Rebel Motorcycle Club, desde já música do ano;
- Céu, Mombojó, Delicatessen, Aerosmith e José Gonzáles fizeram da música ao vivo divã e tornaram momentos únicos em polaroides para se guardar na memória em algum em algum lugar protegidas contra o vírus o tempo;
- o Móveis Coloniais de Caju fizeram o show mais animado em muito tempo;
- comecei dois cursos que há muito queria estudar, se a escola não serve para nada, ao menos estou dia-após-dia tentando contrariar isso;
- o grande amigão Cae conseguiu um emprego e está fazendo deste fonte inesgotável para conseguir seus prazeres capitalistas;
- caipirinhas de saquê, chopp black, bloody Mary, alguns filmes no cinema ou mesmo no DVD fizeram a vida ficar menos cinza;
- leituras de “Morreu Na Contramão: o Suicídio Como Notícia” e “Miúdos Metafísicos (Coletânea)” de Arthur Dapieve; “O Repórter do Século (Coletânea)” de José Hamilton Ribeiro; “Ao Vivo No Village Vanguard” de Max Gordon e “Kind of Blue – A História Da Obra-Prima De Miles Davis” de Ashley Kahn fizeram com que alguns momentos de solidão e caos se tornassem momentos de luz e ótimas histórias, crônicas que faziam o riso contido valer mais que qualquer remédio;
- “House” na TV;
- as colunas do mestre Dapieve não é preciso citar elas sempre são hours concours;

- mas nenhum momento neste primeiro semestre vai superar em beleza quando a vi subir as escadas do metrô naquele domingo frio e de ingressos esgotados para o teatro que resultou em seção de cinema e pizza, como já escrevi uma vez “Assim como um furacão ela apareceu e foi embora, o que resta (?) é apenas a ausência de uma pessoa maravilhosa e uma grande amiga”, um dia ainda escrevo uma nota chamada “Meu Katrina”…

Mas sombras também marcaram presença:

- Los Hermanos acabaram;
- o show do Aerosmith não foi tudo o que esperava;
- Damien Rice cancelou a turnê anunciada ainda no final do ano passado;
- a chamada no RH rendeu desabafos, verdades acidas e um certo desconforto;
- o fim do NOminimo;
- o sexo casual e sem amor;

- como já escrevi neste espaço, o que me moveu durante todo esse semestre além do cotidiano habituail foi a oportunidade de deixar algumas coisas mais claras, exorcizar fantasmas, e deixar o desfibrilador fazer o seu serviço, mas como o leitor notou nada deu certo, pois é, e isso foi a pior coisa a acontecer no primeiro semestre, como escreveu Marcelo Costa em seu Mojo Book “Doolittle”: “Acontece, como uma batida violenta em um poste a mais de 100 km/h. E alguém morre. Alguém sempre morre, mas a vida segue… até o fim.”

Como escreveu Marcelo o amor é como uma batida violenta em um poste a mais de 100 km/h. E alguém morre. Alguém sempre morre, mas a vida segue… até o fim.

“Acabou, é hora de viver” escreveu Ricardo Alexandre. Esse “viver” pode ser definido, pensando e traduzido em algumas metas para a segunda metade desse 2007 2.0:

- fazer um Trabalho de Conclusão de Curso digno de aplauso;
- ver o Mojo Book “Grandes Infiéis” publicado;
- TIM Festival;
- Madeleine Peyroux ao vivo;
- Violins ao vivo em São Paulo;
- concurso publico;
- enem;
- terminar os cursos de edição de vídeo;
- estudar mais um módulo de inglês;
- tirar passaporte;
- chegar ao final de 2007 com sanidade e bom humor;
- ahhh… não se apaixonar, não se apaixonar, não se apaixonar;

Para você que vai seguir essas palavras: ousadia, coragem, força, paciência e sabedoria.

Se você piscar 2007 já passou, não pisque!!!
Fica a dica.

Rádio: “Gronlandic Edit (Live)”, Of Montreal

Um dos slogans mais bacanas que vi surgir na publicidade recente é da revista “Piauí”: “Para quem tem um parafuso a mais”, tanto que um de seus “garotos propaganda” é o clássico Frankestein. O slogan traz apenas nessas palavras o grupo de pessoas que possa despertar interesse em suas matérias, reportagens, artigos, ensaios, quadrinhos…

Mas o verdadeiro veículo que deveria receber essas palavras é NOminimo. Site que desde 2002 servia como “antena da raça”, assim como escreveu o poeta americano Ezra Pound, para quem buscava boas palavras no quase infinito oceano de portos-seguros que a internet teima em querer mostrar, mas que poucos se sustentam além mar.

Ali era possível encontrar as palavras de mestre Dapieve e não apenas no jornal “O Globo”; as idéias sempre lúcidas de Zuenir Ventura; as aulas de jornalismo de Ricardo Kotscho; as dicas de tecnologia e independência critica na cobertura internacional de Pedro Doria e quem diria encontrar Daniel Galera escrevendo sobre… vídeo-game.

“Ali era” porque o site decretou seu falecimento hoje – registre um dia triste, não como qualquer outro, por favor – não apenas para seus assinantes, leitores e visitantes, mas principalmente para a inteligência nacional, a troca de idéias, o diálogo, a reflexão, o pensamento lúcido, o jornalismo independente e corajoso e como não, o tesão em fazer algo prazeroso e agradável.

Todos somos órfãos de algo que fez como poucos seu papel, mas que não nos deixa escorrer lágrimas a face, porque fez no seu tempo o certo e isso se tratando de Brasil e imprensa ou veículos de mídia faria lembrar do seriado “Roma”: “- Defina bom”. Não, não há o que definir, bom é bom, e certo é certo.

Encontrava em NOminimo meus heróis citados acima pois como escreveu Shakespeare “heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências”.

Há poucos dias a leitura dos blogs e sites preferidos e uma leitura en passan dos jornais dei destaque para um dos novos gurus da internet 2.0, onde ele explicava que agora sim, há meios tecnológicos para que a rede seja o que foi prometido na década de 90, o que fez com que a bolha de expectativas resultasse em frágil resultado e crises econômicas dos quais resolveram investir no novo negócio.

Uma pena que logo neste momento de “burburinho 2.0” o NOminimo (antes de sua primeira crise NO – Notícia & Opinião) coloque como motivo de falecimento em sua “lápide virtual” “vítima de inanição financeira decorrente do desinteresse quase geral de patrocinadores e anunciantes”. É preciso aqui utilizar a ironia e dizer que esses anunciantes são pessoas que “tem um parafuso a menos”.

Como escreveu Ricardo Alexandre – ex-editor da revista “Bizz”, outra que também chegou as bancas em sua ultima edição -: “Acabou, é hora de viver”.


Grande abraço meus heróis, vocês não morreram de overdose e isso já me é caro.

Rádio: Off

Bem cedo pela manhã a amiga solidária de rostinho carinhoso e afetivo chama ele para perto dela e pergunta:

- E aí, você está feliz ou está triste?

Ele havia chegado a pouco mais de meia hora, não havia dado bom-dia para ninguém, assim como lhe é de costume, todos já conhecem seu jeito e incrivelmente respeitam.

Ele sorri com ironia e diz em tom trôpego:

- Triste…

A amiga quer demonstrar ajuda, mas todos sabem: não há o que fazer.

* * * * * * * * * *

No curso durante a aula a amiga acena com um olhar, e com os lábios em silêncio pergunta:

- Você está bem?

Ele que perdeu as quatro ultimas frases das cinco mencionadas pela professora, percebe que a concentração e o pensamento estão, claro, em outro lugar, mas mesmo assim responde a amiga, também com os lábios em silêncio:

- Não.

Depois da aula na área de cyber café da escola ele confere a caixa de e-mail, orkut, blog, blogs amigos, e alguma novidade do mundo pop. A mesma amiga acena com a mão, ele retira os fones do ouvido que no play acionado do toca-map3 tem Black Rebel Motorcycle Club, e fala um oi sem graça. Ela pergunta novamente:

- Você está bem?
- Não.
- O que foi? Escola? Emprego? Família?
- Assuntos do coração. – ele responde enquanto aponta a mão para o peito.
- Quer conversar?
- Não obrigado, essas coisas precisam de tempo, muito, aliás. – ele pondera.
- OK, quando estiver à vontade, se quiser, a gente conversa.
- Brigadão! – ele responde no único momento em que deixa escapar a exclamação nas palavras.

* * * * * * * * * *

Chegando em casa liga para o emprego free-lance que ajuda a pagar seus pequenos prazeres e um dos cursos.

- Oi, eu liguei para dizer que amanhã não vai ser possível ir. Estou com algumas coisas para resolver, mas no sábado e domingo é certeza (será mesmo?), e no domingo eu posso fazer plantão.

Depois de acertos com a agenda a amiga pergunta:

- Mas e aí está tudo bem?
- Uma m****. – ele responde.

Ela do outro lado sorri.

Ele pensa: “Desculpa, mas isso não é hora para sorrir, ironia nessa hora não. Não agora. Não de novo. Não comigo”. Mas ele não diz nada, se despede e vai viver sua vida.

* * * * * * * * * *

Shakespeare escreveu com suas palavras geniais:

“[Você] Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais”.

Ele não consegue falar, ele escreve.

Rádio: Off

Eu não tinha conhecimento do quanto é legal saber que alguém te odeia, sem nem mesmo você conhecer a pessoa.

Ei Brother, se você soubesse o que você perdeu, você venderia sua mãe para poder ter de volta.

Você me faz rir, sabe porque?

Porque você é um idiota!

Boa sorte, você vai precisar.

Rádio: “Marcha Fúnebre”, Chopin

“Pois é, não deu/ (…) Pois é de deus/ Tudo aquilo que não se pode ver/ E ao amanhã a gente não diz/ E ao coração que teima em bater/ avisa que é de se entregar o viver”.

Como escreveu a genial Mariana Tramontina:

“Em algum momento, essa bosta vai ter que mudar”.

Ou como escreveu Ricardo Alexandre “Acabou, é hora de viver”.

Video: “Filtro Solar”, Agência de Publicidade DM9

Não lembro quase nada da minha infância, esse momento tão alegre e lúdico que a vida nos proporciona para podermos carregar as baterias e chegarmos à vida adulta de alguma forma mais leves e acreditando nas coisas que a idade nos faz desacreditar.

Poucas coisas me fazem voltar a ser criança quando a vida pesa mais do que deveria ou o caos se torna ar nos pulmões, uma dessas poucas coisas é o meu sobrinho.

Hoje ele faz aniversário e por mais que o dia tenha sido/seja delicado pelos motivos que o leitor habitual tem conhecimento, busco no seu rostinho de criança que ainda acredita na verdade fôlego e oxigênio para continuar acreditando em algumas coisas.

Em seu Moojo Book “Doolittle”, Marcelo Costa escreveu “crianças são muito mais cruéis que os adultos. Elas são inocentes, e existe coisa mais cruel do que a verdade dita de forma inocente? Os adultos passam a vida acumulando aulas de dissimulação, e todo esse aprendizado não serve pra nada quando uma criança olha em seus olhos e dispara uma verdade cruel. Disfarçamos, fingimos que não foi com a gente, pois tentamos esquecer que fomos crianças, que fomos cruéis um dia.
E isso dói.”

Eu acredito nas verdades contadas por meu sobrinho e nas verdades que ele deixa escapar no olhar. Por isso o que posso fazer é agradecer a maninha por ter me dado o melhor sobrinho do mundo e desejar que ele viva com a coragem e a ousadia da mãe e um pouco dos sonhos do tio, porque ele precisa criar seus próprios sonhos e fazer com que eles não fiquem apenas nessa palavra.

Em alguns momentos delicados desse ano ele me mostrou a diferença entre ser menino e ser homem.

Feliz Aniversário Caio o tio babão te ama!!!

Rádio: “God, Please Let Me Go Back”, Josh Rouse

- O que a gente faz quando está com medo? – ele pergunta.
- Medo do quê? – a amiga do trabalho pergunta.
- Que ela fique com raiva de mim. – ele.
- A gente reza. – a gerente ao lado da amiga responde.
- Mas eu não acredito em Deus. – ele.
- Mas deveria, quem tem fé não tem medo. – a gerente.
- Porque com raiva. – pergunta a amiga.
- Por que eu vou dizer que ainda amo ela. – ele.
- Você não vai ter coragem. – a amiga.
- Vou sim, eu preciso disso, eu esperei muito tempo por esta “oportunidade”. – ele.
- Mas mesmo assim… – a amiga.
- Mas ela é minha melhor amiga e você sabe o que já aconteceu… – ele.
- Eu acho muito bonito um homem dizer que ama uma mulher. – a amiga.
- Mas deveria ser sempre assim quando se ama alguém e eu ainda gosto muito dela, por isso o medo. – ele.

A amiga olha para ele e faz uma carinha de carinho e afeto, como quem deseja toda a sorte do mundo, mesmo sabendo que isso não tem nada a ver com sorte.

- Eu estou com um frio na barriga… – ele.

Ele volta ao trabalho sabendo que o próximo dia será um dos dias mais importantes do ano, se não o dia. Não é possível se viver com fantasmas. Ele sabe que, assim como canta sua banda preferida, “A felicidade sempre ofende/ Mas tristeza demais cansa/ Bem, que se fodam os ofendidos!”.

Ele sabe que enquanto estiver se declarando/falando vai se sentir como um dos soldados que desembarcaram na praia de Omaha, na costa Francesa, em 6 de Junho de 1944 (Dia D), magistralmente filmados na primeira meia hora do filme “O Resgate do Soldado Ryan” de Steven Spilberg, mas não lhe resta alternativas e ele nem as quer.

O frio na barriga continua…

Rádio: “Evil (Zane Lowe BBC Session)”, Interpol

Já disse neste espaço que não leio jornais, ao menos a seção de política, país e muitas vezes cidade, incrivelmente leio economia.

O leitor mais atento talvez se pergunte: “Como alguém que quer/sonha trabalhar com comunicação renega um grande veículo como os jornais?” Entendo a observação e dou total respaldo para o questionamento, entretanto é preciso entender os mecanismos de funcionamento desse e de outros veículos.

Tenho uma amiga jornalista, vejo nela uma grande vontade de mudança que quase beira uma pré-revolução, mas apenas isso não basta. Revoluções ou como o leitor queira chamar não são feitas do dia para o por do sol e quando isso ocorre sabemos e a história ensina que apenas um nome pode ser mencionado: golpe.

Ética e formação não fazem a ordem do dia nessa pequena discussão. Uma pena (prometo voltar mais ao tema).

* * * * * * * * * *

Escrevi isso acima mais como um impulso e fragrante de pensamentos do que como ensaio de argumento.

Mas é relevante citar esse desconforto porque o refugio vem em algumas seções que talvez – e isso me deixa muito contente – interessa o leitor: a seção de cultura e pensamentos.

“Caderno 2”, “+ Mais”, “Segundo Caderno”, “Ilustrada”, “Aliás”, “Eu & Fim de Semana”, e alguns blogs e sites – esses listados no canto a esquerda – furtam meus relógios e fazem com que perca tempo imerso em textos saborosos, critica relevantes e crônicas fabulosas.

O jornalismo ganha status de arte quando alcança o lúdico e se torna divã.

Mestre Dapieve fez isso há algumas semanas em sua coluna quando escreveu sobre o CD póstumo de Elliott Smith “New Moon”.

* * * * * * * * * *

Já tive um outro blog, mas tive que deixar meu coração e a idéia de escrever pensamentos e sentimentos nele.

A vida não é nada sutil. Uma pena. Quando me sentir mais à vontade prometo indicar o endereço neste espaço, mas não por enquanto, os marimbondos ainda estão por perto.

Digo isso porque quando retomei o prazer em escrever em blog listei assuntos que não receberiam meus holofotes, entre eles estava amor, política e escola – esse ultimo mais por demonstrar o distanciamento da arrogância de quem possui grau superior do que por qualquer outro motivo.

Tempo é algo que me falta ultimamente, gostaria de poder escrever mais sobre os shows que fui, os textos deliciosos que leio nos cadernos culturais, o quanto o futuro veio e tem tudo, ou quase, para dar certo.

Mas não consigo esse tempo livre.

* * * * * * * * * *

O que acontece quando alguém te segue por onde você caminha, mas não está presente na forma física, apenas no coração?

Esse alguém é um fantasma ou apenas resquícios de um amor ainda vivo?

Rádio: “Sintonia”, Ludov

Quando lá no começo do ano escrevi na primeira resoluçõe/motivo para amar 2007: “1 – não se apaixonar, não se apaixonar, não se apaixonar;” eu estava mentindo!

Como se apaixonar se já está apaixonado? Daí meu álibi/contradição!

Outro dia perguntei neste espaço “O que te move?”, e fui sucinto na minha resposta: “Família e amigos, ponto”. Eu não estava mentindo!

Mas um outro motivo me fez mover nesses últimos seis meses, acordar cedo, acreditar em coisas que a idade já nos censura de acreditar, trabalhar, estudar, ser uma boa pessoal, respeitar os outros… e toda uma cartilha que prega “fazer as coisas certas”.

Uma chance. Apenas isso me fez batalhar dia-a-dia para que quem sabe essa chance surgisse. Católicos e outros crentes em algum Deus acreditam que fazendo a coisa certa receberão em troca algo que desejam. Descrente que sou (um dia falo mais sobre esse assunto) não credito minhas realizações nesses aspectos, jovem que sou já vi a vida dar muito golpe em meninos e meninas ingênuos.

E como já disse isso não tem nada a ver com merecimento, nunca tem, não é?

Mas algo parece estar a acontecer e esta chance também parece – disse parece – ter surgido no horizonte. Como diz aquele texto lindo “pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra”. Por isso vamos deixar a trilha sonora tocar.

Domingo será um grande dia, quando tudo der certo volto a este espaço para dividir minha felicidade com você. Caso isso não aconteça e é sempre bom visualizar, mesmo que a distancia, essa possibilidade volto aqui para mostrar a previsão do tempo.

Rádio: “Uma Chance”, Moptop

Arthur Dapieve, Mari, Prof Luiz Antonio, Simone Gleice, Cae, Andréa, Victor Guerra, Kenji, Suelem, Arnaldo Jabor, Pedro Dória, Zuenir Ventura, Michel Melamed, Sérgio Augusto, Daniel Pizza, Mariana Tramontina, Marcelo Costa, Álvaro Pereira Junior, Marcelo, Prof Bruno, Jairo de Souza, Roberto DaMatta, André Takeda, Felipe Machado, Quentin Tarantino, Juliana Zambelo, Sérgio Rodrigues, Ricardo Soares, Antonio Abujamra, Fred Zeroquatro, David Fincher, Daniel Galera, Beto Cupertino, Marcelo Camelo, Daniel Pelizari, Thom Yorke, Ricardo Kotscho, Rodrigo Amarante, Ricardo Calil… e tantos outros nomes que formam quem eu sou.

Digo isso porque esta nota/post que corre é a número 100 e prometi para mim que quando chegasse a essa quantidade teria que abrir o jogo com você leitor: eu sou uma fraude!

O leitor mais atento já deve ter percebido que muito do que falo aqui foi antes dito por outros, principalmente os citados acima.

A quem ainda quiser seguir as palavras aqui escritas fica um pedido – assim como escreveu Ricardo Cruz no editorial deste mês da revista “Rolling Stones” -: ousadia, coragem, força, paciência e sabedoria.

O leitor habitual não merece de forma alguma retornar a este espaço doando/investindo um pouco do seu tempo e não encontrando novas palavras. O último mês tem sido de total descontrole de agenda e compromissos, mas também muita coisa bacana tem acontecido, com o tempo se alojando no fundo da ampulheta as palavras aqui registrarão o quanto esse mês foi… foi… decisivo.

Grande Abraço para você que lê essas palavras, desculpa o clichê, mas esses 100 posts não existiriam sem você.

Ora bolas, ninguém escreve para não ser lido!

Rádio: “Your Kisses Are Wasted On Me”, The Pipettes

jr

“Sou uma pessoa boa de lidar, mas problemática no meu mundo. Desde que me conheço sou honesto, mas o meu sintoma e a vida são desonestos comigo.”

Hamilton de Jesus Assunção, “Ser poeta é se viver”

Filtro “Eu e o Pop”

Clássico

Excelente

Muito Bom

Bom

Regular

Péssimo

Ouvindo

pablo-honey

35

Radiohead - Pablo Honey

the-bends

35

Radiohead - The Bends

ok-computer

50

Radiohead - OK Computer

kid-a

45

Radiohead - Kid A

amnesiac

45

Radiohead - Amnesiac

hail-to-the-thief

5

Radiohead - Hail To The Thief

in-rainbows

50

Radiohead - In Rainbows

Livro

de-cabeca-baixa

"De Cabeça Baixa", Flavio Izhaki

("Guarda-Chuva, 186 páginas)

 

Junho 2007
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Categorias

Shows Internacionais

Coldplay - Via Funchal - São Paulo, S.P.
Pearl Jam - Estádio do Pacaembu - São Paulo, S.P.
U2 - Estádio do Morumbi - São Paulo, S.P.
Foo Fighters - Rock In Rio 3 - Rio de Janiro, R.J.
Jon Spencer Blues Explosion - Teatro SESC Pompéia - São Paulo, S.P.

Filmes

"Grandes Esperanças" (Great Expectations, EUA, 1998) de Alfonso Cuarón, com Ethan Hawke e Gwyneth Paltrow

"Um Sonho De Liberdade" (The Shawshank Redemption, EUA, 1994) de Frank Darabont, com Tim Robbins e Morgan Freeman

"Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas" (Big Fish, EUA, 2003) de Tim Burton, com Albert Finney e Ewan McGregor

"O Labirinto do Fauno" (El Laberinto del Fauno, México, Espanha, EUA, 2006) de Guillermo del Toro, com Ivana Baquero e Doug Jones

"Amores Brutos" (Amores Brutos, México, 2000) de Alejandro González, com Gael García Bernal

5 Melhores CDs

ok-computer.jpg

1) "Ok Computer" (1997), Radiohead

a-rush-of-blood-to-the-head.jpg

2) "A Rush Of Blood To The Head" (2002), Coldplay

o.jpg

3) "O" (2003), Damien Rice

lady-bird.jpg

4) "Lady & Bird" (2006), Lady & Bird

live-in-tokyo.jpg

5) "Live In Tokyo" (2004), Brad Mehldau

Mojo Book e outras leituras

Mojo Book e outras leituras

Mojo Book "Grandes Infiéis", Violins

Single Book "Paranoid Andoid Live", Brad Mehldau

Arquivo Poppycorn

Cinema | DVD 2008

"No Direction Home: Bob Dylan"

"CSI - Perigo A Sete Palmos"

"A Vida dos Outros"

"Medo da Verdade"

"Magnólia"

"A Ponte"

"Controle - A História de Ian Curtis"

"Batman - O Cavaleiro Das Trevas"

"Ensaio Sobre a Cegueira"

"Doutores da Alegria"

"O Ilusionista"

"Wall-E"

"Anti-Herói Americano"

"A Ultima Cartada"

"O Plano Perfeito"

"Batman Begins"

"Sangue Negro"

"Nina"

"A Lenda do Tesouro Perdido - 2"

"Arquivo X - Eu Quero Acreditar"

"Eu Sou A Lenda "

"Filhos da Esperança"

"Antes de Partir"

"O Hospedeiro"

"Jumper"

"Borat"

"Cloverfield - Monstro"

"Mandando Bala"

"Mr. Vingança"

"9 Canções"