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Costumo dizer para os poucos mais próximos que tenho uma vida maravilhosa, não é mentira. Mas ainda falta muito para eu ser o cara mais feliz do mundo. Muito não, apenas alguns desejos: um novo emprego (Rádio Eldorado), ela dizer sim e algum dinheiro para pagar os meus (nossos ?) prazeres. O restante a gente consegue facinho.
Por afirmar no parágrafo acima que a vida é maravilhosa deveria ter voltado neste espaço mais vezes durante o mês, compromissos profissionais e no ultimo ano da escola me impediram de dizer que:
- a cada dia acho o Victor mais genial ainda;
- e o Cae um grande irmão;
- o sobrinho distante, mesmo dormindo no quarto ao lado por estar gripado me deixa muitas vezes triste;
- é uma m**** ficar quase uma semana sem ver a mãe que dorme no mesmo quarto ao lado;
- podem falar mal do comportamento dele, mas que Edmundo é um dos grandes jogadores que vi jogar, isso é;
- que trabalhar demais assim como faço é uma m****, mas muitas vezes o retorno/conforto vem na companhia de amigos e boas cervejas ou uma boa massa.
- a Andréa diz que é inteligente porque sabe servir pizza, o pessoal na mesa não contrariou, claro…
Digo isso porque no ultimo mês muita coisa bacana aconteceu, mas não pude registrar aqui, tempo, tempo, tempo, tempo…
Se pudesse voltar apenas um dia para, assim como Cartier-Bresson, parar o tempo em fotografia, esse dia seria domingo passado quando na companhia do casal apaixonado Victor e a especial Andréa lamentando os ingressos esgotados para uma peça de teatro, mas dando muita risada da vida e nossas neuras, vi uma amiga (!!!) que a quase um semestre não fazia parte do meu horizonte.
As horas que se seguiram me fizeram pensar o quanto às vezes reclamo, sem razão, de quanto o mundo e especialmente a minha cidade são cinzas e ela mais uma vez faz tudo ser arco-íris.
Cinema, bate-papo, pizza, cerveja, coca-cola, discussões acaloradas sobre ética e formação universitária, quando não pessoal, fizeram a temperatura da gelada São Paulo subir em um domingo à noite.
Faltou apenas um casal para ser uma noite muito especial: Kenji & Suelem, mas o tempo vai se encaminhar de corrigir isso, faltam apenas 5 meses e vai passar logo, vocês vão ver.
Voltando para o lar sozinho ouvindo alguma trilha sonora entre o jazz, o rock, o pop ou a eletrônica me fez pensar em voltar a falar com Ele, mas do que adianta se nunca há um retorno?
Woody Allen escreveu: “Ele faz coisas terríveis, mas ele também pode fazer uma coisa bonita como ela”.
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Isso é Brasil:
“Como tá na democracia, eu só posso punir. Minha vontade, se tá na ditadura militar, é botar tomando choque elétrico à noite inteira. Meu sonho é voltar essa ditadura, ahhhhh!”
Tenente-coronel Antonio Uostom Germano, comandante do Batalhão de Policiamento das Vias Especiais da Polícia Militar do Rio.
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A partir do próximo mês pretendo acrescentar uma nova seção a esse espaço. Prometi que faria parte do conselho editorial desse blog entre outras decisões não colocar palavras que demonstra-se interesse ou foco político. Mas não é possível fazer isso enquanto pintam nossa cara de palhaços e nos atiram tortas na cara.
O espaço vai se chamar “Botão de F***-se” e quando não trouxer algo de política registrará o caos de quem escreve essas palavras, assim meu mau-humor fica reservado a um pequeno espaço desde blog, privando o leitor desse desconforto.
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Junho vai ser um mês bacana.
Um motivo para isso: aniversário da melhor irmã do mundo e uma das três mulheres que mais admiro e me espelho!!!
Rádio: “Whoo! Alright – Yeah…Uh Huh.”, The Rapture
Apenas estava em outro lugar fora de órbita pensando nos trechos do Mojo Book que mais doeu escrever: “- Por isso, eu vou fazer de tudo e muito do impossível para não ver você longe dos meus braços até o momento que o seu silêncio me calar e eu não puder fazer mais nada para te convencer do contrário.”
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Fui atropelado por um caminhão de sentimentos, não eu não chorei, mas apenas porque homem não chora!
Estou cansado de vir nesse espaço e mentir para você leitor, assim como fiz nas primeiras notas ainda em janeiro.
Poucas coisas me deixam de mau humor, pouquíssimas, aliás. Mas ultimamente o mau humor voltou, não por culpa exclusivamente minha, mas por eu ser um cara covarde que teima em mentir para o meu coração de que não há mais ninguém aqui. Isso é mentira, ambos sabemos.
A gente morre um pouco a cada dia.
Domingo de tarde/noite eu morri algumas décadas.
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Amigos dizem que eu não vou chegar aos 83 anos como meu projeto de vida programou, mas apenas aos 35 e olhe lá.
Continuar sendo covarde não vou mesmo, mas muito dessa situação não depende de mim. Não são nos momentos de heroísmo que vão lembrar de nós, mas nos de falha, de medo, de covardia, de apavoro e de choro.
A vida não é nada sutil.
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Elas sempre voltam, não é?
Mariana e jornalista, estava longe e está perto.
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Dia 12/08 será publicado o Mojo Book do “Grandes Infiéis” do Violins.
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“…o amor quando machuca não deixa o nosso corpo respirar e descansar e sentir que ainda está vivo porque o amor quando machuca fala assim aos tropeços cambaleando como um bêbado na madrugada tropeçando no lixo que você insiste em jogar no chão de nossa casa.” André Takeda.
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Play count:
Play, Música, Banda
100, “Manicômio”, Violins
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Eu estou com medo, muito medo dos próximos dias.
Talvez eu volte a chorar ou quem sabe sorrir.
Mas eu estou com medo do que pode acontecer.
Algumas vezes nos tornamos monstros mesmo que não queiramos.
Fica a dica: “Tomem cuidado”
Rádio: “Goodnight Goodnight”, Marron 5
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ps.: preciso quebrar alguns relógios;
Rádio: “Turning on the Screw”, Queens Of The Stone Age
Talvez eu volte a chorar ou quem sabe sorrir.
Mas eu estou com medo do que pode acontecer.
Algumas vezes nos tornamos monstros mesmo que não queiramos.
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Um dos blogs mais bacanas que sempre leio, enfim recebeu atualizações. O “Depósito Do Calvin” completou essa semana dois anos e para comemorar 14 novas tirinhas marcam presença.
Vale a pena também dar uma olhada nos arquivos e ficar horas dando risada das peripécias e sacadas geniais de Calvin e Haroldo.
Eu quero um urso como o Haroldo!
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Rebeca Matta fez um show abaixo das minhas expectativas na sexta-feira passada, talvez a grande ansiedade em ver a garota ao vivo tenha influenciado, de qualquer forma ao vivo “Rosa Sônica” perde um pouco da beleza dos detalhes que possui.
Esperava, ainda, ouvir “Garotas Boas Vão Para O Céu, Garotas Más Vão Para Qualquer Lugar”, mas não tive esse desejo realizado; por outro lado ela tocou “Vapor Barato” em uma versão densa e carregada de guitarras e beleza.
Sentada no chão ela começou a versão para a música de Jardes Macalé quase que sussurrando para no final servir apenas de adereço para uma jam session simplesmente catártica.
Em “Xique-Xique (Parabelo)” subiu as escadas do Teatro do SESC Pompéia e em alguns momentos cantava cara-a-cara com o público para nos momentos de fúria, já no palco, fazer uma versão muito melhor que a presente no segundo CD.
Garotas boas vão para o céu, garotas más vão para qualquer lugar.
Ei garota, para onde você vai?
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O melhor programa do rádio brasileiro inaugura site novo e traz nos arquivos inúmeros programas para audição.
“Jazz Masters” é a antena da raça que os programas de rádio – on-line ou não – nacionais deveriam ser: descontraído, original, atualizado a lançamentos, dois locutores que nunca aparecem mais que os artistas, mas que sempre servem de amigo para indicar algo para ouvir e saboroso de ouvir.
O programa é transmitido aos sábados sempre as 20h pela Rádio Eldorado (“Jazz Masters – Seleção apurada de acid jazz, soul, r&b e nu jazz. Apresentação de Paulo Mai e Sergio Scarpelli. Programetes, em duas edições, de segunda a sexta. Sábado, às 20h, programa de 1 hora.”) o que para quem conhece já diz muita coisa.
Fica a dica que o programa é classe A.
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A Bianca, uma das candidatas ao titulo da “Hot List” voltou a almoçar onde eu almoço e hoje ela estava linda. Ela é junto com outra garota que estou apaixonado (eu menti para você leitor, outro dia explico) as duas meninas mais lindas que vi na vida.
Minha irmã e minha mãe não contam, certo?
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“Tribunal Surdo” novo CD do Violins é o mais tocado no meu toca-mp3, a ferramenta play count mostra os detalhes:
Play Música
23 Delinqüentes Belos
20 O Anti-Herói (Parte 1)
18 Campeão Mundial De Bater Carteira
18 Grupo De Extermínio De Aberrações
58 Missão De Paz Na África
55 O Anti-Herói (Parte 2)
48 O Interrogatório
48 A Lei Seca
49 Solitária
47 Piloto Russo Na Aldeia Suskir
47 22
47 Ford
43 Os Saltos Ornamentais Árabes Para Treinamento De Atiradores Americanos
76 Manicômio
Rádio: “Jazz Masters”
Quando a terceira faixa apareceu nas caixas de som percebei que era aquilo que havia me despertado: vitalidade!
A ultima semana foi muito boa, em especial a terça-feira (se “tudo” acabou em uma terça por que não reiniciar em outra?). Mas de qualquer forma eu preciso de um pequeno respiro!
Por isso, nesta sexta-feira vou assistir o show de Rebeca Matta no lançamento do CD “Rosa Sônica” no Teatro do SESC Pompéia.
Enquanto Céu, Roberta Sá, Mariana Aydar e Delicatessen nos transportam para o céu, Rebeca Matta nos leva em carro conversível, repleto de belas mulheres e regado a bebidas para o inferno, depois nos deixa vagando por qualquer lugar.
Eu já comprei o meu bilhete para a viagem.
Fica a dica.
Rádio: “Rosa Sônica”, Rebeca Matta
Digo isso porque apenas agora, mais de um ano depois, porque encontrei uma ferramenta (Play Count) que mostra quantas vezes cada canção foi ouvida por mim ao longo do tempo em que ela ficou alojada na memória do meu toca-mp3.
O fato das primeiras 10 músicas serem da mesma banda (exceto uma) e algumas delas ultrapassarem as mais de 100 audições simboliza o quanto aquele período foi nebuloso. Não por menos “Mulher-Bomba” está entre as primeiras canções.
Segue abaixo a lista das 10 primeiras canções e quantas vezes foi ouvida:
Play, Música, Banda
120 “Anti-Herói (Parte 1)”, Violins
113 “Mulher Bomba”, Violins
111 “Epimeteu” , Violins
096 “Piloto Russo Na Aldeia Susk, Violins
084 “Campeão Mundial De Bater Carteiras”, Violins
074 “Atriz”, Violins
070 “Eu Te Amo, Porra”, Poléxia
063 “Delinqüentes Belos”, Violins
059 “Gênio Incompreendido”, Violins
Mesmo assim às vezes as dores do período nebuloso voltam. Há dores que a morfina não alivia.
Rádio: “22”, Violins
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Em um dos empregos o caos dominou os dias que se passaram. Às vezes a necessidade de largar tudo e ir embora sem avisar ninguém e muito menos deixar uma data para retorno passa pela cabeça, mas ainda não.
No sábado, depois de trabalhar o dia, a noite e a madrugada anterior fui para escola fazer trabalhos referentes a final de semestre. Quando cheguei em casa simplesmente apaguei, deixei de canto até mesmo o sobrinho amado que poucos minutos antes fora receber o tio no portão de casa em uma das cenas mais bonitas da minha vida. Apaguei, existem momentos em que o corpo não obedece ninguém.
Após dormir apenas três horas algo me trouxe a realidade, atrasado me indicaram faltar. Ora bolas, corpo e mente não estavam em sintonia, mas uma palavra me indicava que isso não seria possível: responsabilidade.
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Dois textos me chamaram a atenção nesse final de semana conturbado: “Luto Cultural” de Sérgio Augusto no ótimo suplemento “Aliás” do jornal “O Estado de S. Paulo” e “E o homem, onde estava?” do mestre Mario Vargas Llosa no também ótimo suplemento “Cultura” do mesmo jornal.
Colocar fragmentos de ambos aqui neste espaço seria desleal com seus autores, os dois textos perderiam unidade, o que sempre é o ponto de apoio dos dois escritores.
Mas fica a dica: poucos escrevem como eles e com tanto gosto e lucidez.
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É impressão ou a cor ruiva está na moda?
Por que algumas mulheres teimam em dar voz à moda de usar apenas um brinco?
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Dialogo inconveniente:
- Eu gosto de você, tenho um sentimento diferente, mas gosto muito de você. Menos do que deveria. Você sabe disso. Apenas quero muitas vezes transformar isso em sexo! – ele diz.
- Eu também gosto muito de você! – ela diz.
- Mas também quer transformar isso em sexo? – ele questiona.
- Quero também, claro, mas não dessa forma. – ela termina a conversa.
Dá nisso ser sincero.
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Um desafio: ninguém fará até o final do ano um CD melhor que “Tribunal Surdo” da banda Violins.
A coluna a esquerda traz uma pequena apresentação do CD feita pelo site da Tratore, mas é válido repetir aqui:
“Em seu 4º disco, o Violins apresenta uma série de novidades. A começar pela formação da banda que passa agora a ser um quarteto, regido apenas por uma guitarra. “Tribunal Surdo” é, sem dúvida, o disco mais sólido da carreira da banda. Nele são narrados de forma explícita e visceral os conflitos diversos que povoam o imaginário popular e o cotidiano urbano de cidades caóticas. Marginais em seqüestros relâmpagos, maridos bêbados batendo em esposas, soldados perdidos em guerra, grupos de extermínio disseminando ódio, loucos sendo arrastados para hospícios… tudo em músicas diretas, construídas com arranjos enxutos que privilegiam a guitarra.”
E quando você ouvir o CD uma frase vai ficar ecoando pela sua cabeça: “Tenham cuidado”. Quando o leitor mais atento ouvir o CD e a canção “Manicômio” vai entender porque do aviso.
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Para terminar o domingo e desta vez de forma decente havia duas opções culturais na agenda: assistir ao show da cantora Céu na comemoração dos 25 anos do Centro Cultural São Paulo e a abertura do 1º Festival de Curta Metragem Direitos Humanos e ir assistir ao filme “Lady Vingança” de Park Chan-wook, diretor do devastador “Oldboy”.
Fiquei com a primeira opção, mas ainda não é possível dizer ao certo o que foi aquela apresentação, tudo o que escrever será apenas fragmentos de beleza e respiro.
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Amigos próximos, via MSN, Orkut, mensagem eletrônica ou pessoalmente, oportunidades aparecendo, cursos em vista…
A vida perece voltar ao normal.
Esta semana uma mensagem me fez sorrir e acreditar que André Takeda está certo, mas o tempo dirá, ele sempre mostra o que é correto e justo!
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Sinais de fumaça indicam a direção.
Prefiro que me digam as coisas frente-a-frente, nada de falar para outra pessoa.
Perdi um amigo por isso, mas fui eu que falhei, menti para ele, por causa de uma namorada perdi um amigo, hoje não teria feito da mesma forma.
Não é legal falar sobre alguém para outra pessoa, vai doer mais falar algumas verdades para a pessoa, mas essa é a melhor escolha.
Por favor, não falem mais dos outros para mim, falem para eles. Você só tem a ganhar.
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Hoje eu recebi uma das melhores notícias da minha vida (?), mas ainda não posso dividir com você leitor. Por enquanto é segredo de Estado, quem sabe se algo der certo (nem sempre dá) eu volto a este espaço com um sorriso no rosto e belas palavras para dividir momentos de alegria.
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“Eu quero ver a cara dela quando ela souber que vai morrer.”
Dr. House fala isso para o amigo James Wilson, “dela” é uma menininha de apenas 9 anos com câncer terminal e está prestes a morrer.
Há algumas semanas o jornalista Arthur Dapieve escreveu uma coluna dedicada à série de TV: “Dr. Jekyl e Mr. Hyde no mesmo jaleco, ‘House’ a cada semana reapresenta, numa profundidade inédita em séries médicas a questão ‘o que significa estar vivo se a vida é esse troço tão frágil e patético?’A cada semana, de maneiras indelicadas, House responde. Ao neurologista que escapou de boa e passa a querer crer em milagres, ele diz: ‘Aquilo não significou nada. Nunca significa. Bem-vindo de volta.’ Há dores que a morfina não alivia.”
A coluna chamava-se “Sem anestesia”.
Hoje assisti ao meu primeiro capitulo de “House” e posso dizer que Dr. House é meu novo herói.
Há dores que a morfina não alivia.
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Falando no mestre, sua coluna mensal no site NOminimo já está no ar, vale a pena dar uma olhada em suas palavras. Sempre vale.
“Para sobreviver na internet”, Arthur Dapieve
“Uma saída para a crise da indústria fonográfica tradicional pode estar no artista elevar seus padrões de (auto-)exigência. Os recém-lançados álbuns dos Guillemots, do Bloc Party e dos Fratellis apontam esta urgente necessidade.”
Vale a pena também dar uma olhada nas palavras de Pedro Doria. Sempre vale.
“O que o papa quer de nós”, Pedro Doria
“É verdade: cada vez menos brasileiros são católicos, mas não é isso que traz Bento 16 ao país. O papa quer menos padres cantantes ou militantes, quer também que o ministro pare de falar sobre aborto e, se possível, criar um novo tipo de católico.”
Boas leituras para aquecer o frio.
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Me perguntam se estou gostando do novo CD do Violins ou se estou estranhando a mudança de sonoridade.
Não há como não gostar de algo novo da banda. Não quero deixar aqui primeiras impressões imprecisas, mas o novo CD da banda “Tribunal Surdo” é uma das melhores coisas que ouço em anos. E observando que a cada minuto a imprensa especializada encontra algo salvador para o rock e um novo hit single, afirmar isso é correr riscos.
“Sem o risco, a vida não vale a pena.” Já dizia Goethe.
E a ultima música do CD, “Manicômio” é uma pequena obra-prima.
Beto Cupertino sussurra: “Tenham cuidado”!
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Domingo tem show da cantora Céu no Centro Cultural São Paulo, não perco esse show por nada.
Quando ela cantar “Lenda” eu vou tentar não chorar e não lembrar de ninguém. Eu disse “tentar” e não conseguir.
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“America X” da banda Black Rebel Motorcycle Club é a música do ano!
Rádio: “Missão De Paz Na África”, Violins
Eu queria falar sobre como foi o final de semana, o que perdi e o que ganhei, um pouco das coisas que aprendi, mas hoje um amigo me decepcionou e eu gosto tanto dele. Algumas pessoas mudam, uma pena.
Isso me deixou muito chateado.
Morremos um pouco a cada dia.
A vida é um sopro!
Não liga não se eu fugir novamente, sempre estamos em fuga, não?
Rádio: “Manicômio”, Violins
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Nada pior do que dormir apenas três horas e viajar mais uma hora e meia para chegar na reunião de grupo de escola e ninguém estar no local, ligar para algumas pessoas e elas não atenderem ou não saberem da reunião.
M****!
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Você liga para casa da irmã e quem atende é a pessoa que você mais ama na vida e ela diz:
- Oiii tio!
- Oi meu gostoso!
Depois de pedir para o sobrinho avisar para a irmã (que está no banho) que precisa conversar com ela porque é importante e por isso você vai ligar mais tarde o sobrinho pergunta:
- Tio você vai voltar para casa antes das duas horas?
- Não meu amor, por que?
- Porque hoje tem campeonato e eu queria que você fosse ver meu jogo…
Você pensa em largar tudo e atender o sobrinho amado, mas a vida não é nada sutil, você então pensa que ela não é nada justa e desapontado com você mesmo responde:
- Desculpa meu amor, mas o tio vai ter que ir trabalhar.
Você dá um beijo e desliga o telefone e antes de continuar a vida você pensa: M****!
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No caminho para a escola onde fui fazer a matricula de um novo curso, no metrô, uma menininha me chamou a atenção.
Lívia, descobri depois, tem quatro anos e de alguma forma fez eu sorrir durante alguns bons momentos. Tudo o que ela falava e fazia era seguido de graça e ingenuidade, pureza e magia.
Eu quero ter dois filhos. Um menino e uma menina. Ele vai se chamar Eduardo ou Marcelo; ela Mariana ou Lívia.
De alguma forma eu esqueci que o mundo é cinza. Nas janelas do metrô era possível ver apenas beleza lá fora, mas depois a menininha Lívia foi embora com o pai e a vida voltou a ficar sem cor.
M****!
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Tudo indica que outra menininha (já mulher), Mariana Tramontina, parou de escrever em seu blog.
Onde vou encontrar outro divã para minhas neuras e diminuir o caos do cotidiano?
Mari volta a escrever, por favor!
Se a notícia se confirmar de que ela vai parar de escrever eu só tenho uma coisa a dizer: M****!
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Eu quero muito assistir “Lady Vingança” de Park Chan-wook, diretor do devastador “Oldboy”.
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Virada Cultural na cidade de São Paulo, 24 horas ininterruptas de cultura nos diversos fronts: cinema, teatro, música, arte…
Tenho que trabalhar, mais uma vez e para variar, mas se eu conseguir assistir o show da banda Pato Fu, domingo pela manhã já serei uma pessoa feliz.
Se a banda tocar “Agridoce” eu vou me emocionar, agora se eles tocarem “Um Ponto Oito”, coisa rara, desculpa, mas eu vou chorar.
Rádio: “Agridoce”, Pato Fu
















