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“Como se lê, ando estressado. Preciso sentir um pouco de saudade da minha cidade. Por isso, estou saindo de férias. Retorno à página no dia 09 de fevereiro. Até lá”
Sintonizo 92,9 no dial: Rádio Eldorado FM e uma voz conhecida, mas não bem-vinda naquele horário, me faz tirar o sorriso do rosto. O locutor está de férias.
Dois motivos para, contra a vontade deles, agradecer pelo mês de janeiro ir embora.
A melhor coluna escrita pelo jornalista Arthur Dapieve e o melhor horário no rádio apresentado por Daniel Daibem ficam vazias/vazios no mês de janeiro. Os dois saem em férias.
Se um é a “antena da raça” no que me agrada no jornalismo cultural ou não o outro é exemplo de ótimo profissional na mídia radiofônica. O que escrevo aqui e no querido Poppy e o que aprendi nos outros três cursos de radialismo e a graduação que se encaminha para o último ano é rascunho em preto e branco do que Arthur Dapieve e Daniel Daibem são. Qualquer dia explico, mas já adiantando sou uma fraude a procura de um estilo, de uma sombra, de idéias contrabandeadas desse dois ícones.
Sejam novamente bem-vindos, porque se fevereiro não é o melhor mês do ano, é sem dúvida o segundo melhor.
Rádio: “Love Will Tear Us Apart”, Sussana And The Magical Orchestra
Havia colocado como meta ao acordar terminar de ler o “livro” de Marcelo Costa recontando o “Doolittle” do Pixies. Ele é pequenino, mas outras coisas me furtavam o tempo, mas não hoje.
Marcelo Costa é um dos poucos caras (os outros são Arthur Dapieve, Sérgio Augusto, Roberto DaMatta e o louco Arnaldo Jabor) que escrevem que eu mais admiro. Não o conheço como pessoa, já o vi algumas vezes em alguns shows, já troquei algumas palavras, por isso não sei se ele é Coldplay ou Pixies como ele define o Bem e o Mal em seu “livro”.
Mas por mais que seja contra a vontade dele, acho que ele é “The Scientist”, para mim a melhor das canções da banda inglesa, pode até ser a versão presente no DVD “Live 2003″. Desculpa Marcelo, compará-lo com uma banda, ainda mais uma que você não gosta tanto. “Bandas Coxinha”, lembra?
O dia valeu a pena, salvo pela leitura.
Em “Doolittle” – o “livro”, Marcelo coloca em prática – o que deveria fazer mais vezes – a junção de crônica e jornalismo (um dos fatores que me fizeram amar a escrita de outro mestre, Arthur Dapieve) e se sai de forma bela.
Suas palavras acompanhadas de ironia, cinismo, brutalidade e beleza fazem do disco “Doolittle” obrigação de audição para quem leu suas palavras.
Marcelo costa já mostrava esses predicados acima em seu blog, menos em sua coluna e menos em seus textos (mesmo que haja textos antológicos) para o “Scream&Yell“ site que edita. Talvez isso ocorra pela alta proximidade e obrigação de jornalista e um certo, como diria Dapieve, “cinismo das grandes redações”, mas mesmo assim continua sendo um grande jornalista. Prova disso é “Doolittle”.
Quem dera o disco fosse tão bom quanto o “livro”, para muitos é para mim, ainda não.
Abaixo um aperitivo do que Marcelo escreveu e por último a melhor parte do livro onde ele consegue definir o amor, mas se eu fosse você não leria a última parte, aí perde a graça.
“Os adultos passam a vida acumulando aulas de dissimulação, e todo esse aprendizado não serve pra nada quando uma criança olha em seus olhos e dispara uma verdade cruel. Disfarçamos, fingimos que não foi com a gente, pois tentamos esquecer que fomos crianças, que fomos cruéis um dia. E isso dói.”
“As crianças são mais fortes que os adultos.”
“Acreditar é para os fortes.”
“O Coldplay é a personificação do Bem. (…) O Mal, na verdade, seria o Pixies. (…) O Pixies é o Inferno e o Coldplay é o Paraiso. (…) Mas, se tivesse de escolher entre o Céu e o Inferno, por qual lugar você optaria? Coldplay ou Pixies?”
“Acredito que precisamos dividir nosso fardo com alguém na vida, pois senão nunca vamos chegar ao fim.”
“Assim que fechei os olhos fui beijado pelo demônio. Era uma visita rápida, mas eu sabia que o pior ainda estava por vir. E que eu estaria sozinho. Ela tinha todo o direito, mas pela primeira vez na minha vida entendi o amor. Acontece, como uma batida violenta em um poste a mais de 100 km/h. E alguém morre. Alguém sempre morre, mas a vida segue… até o fim.”
Ah, eu prefiro Coldplay e se eu já fui beijado por um demônio? Isso eu conto outro dia.
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Próxima meta: escrever “Grandes Infiéis”.
Quando?
Por favor, não me cobre, mas escreverei.
Prometo!
Rádio: “Atriz”, Violins
“Não sei, mas eu vou.”
“Vai mesmo, hein” – ela cobra.
“Não, eu não vou até morrer.” – pensei em voz alta.
“Olha que tem carnaval.” – ela pirraça e ela sabe fazer isso.
“Essa é a última semana de férias escolares, semana que vem começa tudo de novo, vai ser punk” – me desculpo.
“E, aliás, eu trabalhei todos os dias está bom, enquanto a senhorita ficou quatro dias sem fazer nada” – desta vez eu que pirraço, eu não sou muito bom nisso.
Em outro diálogo ela reclama do salário.
Detalhe importante: ela ganha quatro (4) vezes o que eu ganho.
E ela quer aumento.
Ok. Ok. como diz um amigo: cadê a minha bola?
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Esse amigo envia e-mail demonstrando saudade, isso salvou uma segunda-feira sem graça depois de um final de semana de muito trabalho. Só faltou a cerveja ou chopp escuro!
Ele fala um pouco das férias, indica algumas banda e pergunta: “E uma dúvida: falta 9 meses pra quê?”
Pena que ele não lembre desse mesmo dia ano passado. Foi um dos dias mais especiais do ano, se não o mais especial. Não, isso não. Esse dia foi 01 de outubro.
As pessoas esquecem algumas coisas com uma facilidade incrível, eu gostaria de ser assim, mas não, eu demoro muito para esquecer algumas coisas, e isso às vezes não é bom.
Desculpa amigo, mas vai ter que esperar chegar a data ou uma dica: faz as contas.
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Álvaro Pereira Júnior em sua coluna, “Radiohead, ou o popular não óbvio”, desta segunda-feira:
“Esse é o desafio que proponho, jovem leitor, se um dia você lidar com audiências de massa: o de ser popular sem ser óbvio, emocionar sem ser piegas, ser claro mas não didatista, ser experimental mas compreensível, buscar o novo dominando a tradição. Quem sabe um dia você componha um “OK Computer”, quem sabe um dia você filme um “Babel”. Estarei na platéia.”
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O livro que a maninha iria me presentear já está em mãos, o prefácio é escrito pelo jornalista Ricardo Kostcho, um ótimo inicio.
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Última semana de férias escolares, ou seja, arrumar tudo o que está fora de ordem antes que a data chegue porque esse ano vai ser punk.
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Adaptando Hornby:
“Cometi um erro! OK, um erro. Um erro em, digamos, cem oportunidades. Consegui noventa e nove por cento e ainda assim fui reprovado no teste!”
Não houve cem oportunidades.
Todos merecem uma segunda chance?
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“Oi tudo bem? – duas “conhecidas” perguntam.
“Não, mas vai ficar” – respondo.
“Como assim: não?”
É muito engraçado, ao menos eu acho, as pessoas não aceitarem um “não estou bem”, preferem na maioria das vezes que você minta para elas, porque hoje temos todos que ser felizes, mesmo que falçamente.
“Não, não está, mas as coisas tendem a ficar, não é” – retruco.
“Você tem que acreditar na força das palavras.” – uma delas fala.
“Uma pena, eu não acredito mais.” – digo.
“Você tem que acreditar que Deus vai te ajudar.” – a outra fala, em tom professoral.
“Mas como? Eu sou ateu!” – digo e saio.
As duas riem sem parar e sem acreditar.
Eu estava falando sério.
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Janeiro está acabando, que ótimo, depois explico porque.
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“Neon Bible” novo CD da banda canadense Arcade Fire chegou a minha casa. Agora está deitado no travesseiro e me mostrando o quanto a chuva lá fora é poesia disfarçada e muitas vezes sombria.
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A revista “Bizz” em seu
site mostra as dez bandas que eles indicam para se ouvir em 2007, mas o que eu mais gostei foi isso aqui: “A vida é desfazer nós / nós de nós mesmos” e “O meu gostar não gosta mais de mim / só gosta de você”. Eu quero ouvir Lulina.Rádio: “Intervention”, Árcade Fire
A primeira vez que trouxe Patrícia para dormir em casa foi um choque para meus pais, não para mim. Não pelo motivo em si: filho homem traz namorada para dormir em casa e fazer outras coisas mais. Mas sim pelo motivo dela acordar toda de bem com a vida e sair apenas de calcinha pela casa, isso com trilha sonora de alguma música animada, como fez há pouco.
Meu sobrinho a primeira vez que a viu ficou parado com olhar longe. Vai saber o que ele pensou, ora bolas ainda é um menino.
Ela é loira, baixa, ou mais baixa que eu, eu tenho 1,83m. Quando ela procura uma roupa para sair sempre fica em dúvida: vestidinho ou saia? Ela faz isso para provocar. Uma vez havíamos combinado de tomar sorvete e depois irmos ao cinema, já estávamos atrasados, como sempre, mas só para pirraçar ela me liga e diz que ainda está de meias e calcinha e que não sabe o que vestir: vestidinho ou saia? “Pa, coloca sua saia nova”. “Não, essa não.”- ela responde. “Beijo!” – desligou. Chegando no metrô ela estava com um vestido longo – nunca a tinha visto assim – branco com umas borboletas desenhadas atrás, elas começavam no bumbum e iam em direção a nuca.
Sorvete de pistache e papaia com cassis sem cobertura para mim e côco e amendoim para ela. Ela esquece de pedir a cobertura e só na metade do sorvete resolve voltar a gelateria para colocar.
Nesse dia do cinema, voltamos para casa tarde e ela insinuou se não poderia dormir em casa. Já havíamos feito amor, mas a idéia de ter uma mulher, a mulher que você ama acordando ao seu lado, me foi tentador. Nunca havia feito isso ainda e não estava nem aí para o que o casal Menezes acharia.
“Eduardo!” – ouvi o grito vindo da cozinha e isso era estranho, ninguém em casa me chamava pelo nome completo.
“O que você acha que está fazendo nessa casa” – meu pai aparentemente bravo pergunta e minha mãe ao lado quieta faz um olhar de pré-censura, se é que existe esse termo.
“O que está acontecendo, pai?”
“O que está acontecendo, pai?” – ele ironicamente repete a minha pergunta e emenda: “Quem é aquela moça de topless andando pela casa e que deixou o caderno de cultura fora do meu jornal jogado no chão e com os quadrinhos rabiscados?”
“Quê? Quem?” – foi à única coisa que me veio à cabeça. Putz eram oito da manhã de um sábado, a sexta havia sido agitada.
Mas aquela parte da frase “moça de topless” não me saia da cabeça. Sai pela casa até encontrar de volta a cama a Pa ouvindo música no meu mp3-player.
“Oi, mas o que vo…”, – ela me puxou para a cama e me deu um beijo, retirou um dos fones e me disse para ouvir aquela música, “New Slag”, da banda americana The Shins.
Ela olhou para mim e disse se poderíamos levar o Pedro Augusto para passear no shopping ou mesmo na praça, antes que terminasse e eu concorda-se, ela olhou para mim naquela parte instrumental da música e disse que sempre quis ter um filho, mas… dessa vez fui eu quem lhe dei um beijo.
Disse para o meu pai que aquilo não se repetiria e que o jornal eu compraria um novo assim que voltássemos da rua. Sabíamos nós dois que o fato de não se repetir estava falando da Pa apenas de calcinha champanhe andando pela casa, não ela vir dormir em casa.
Rotina não era uma palavra que habitasse o dicionário da Pa. Um dia ela me convidou para irmos a uma exposição de arte, ela sabia que odiava isso, mas mesmo assim eu sempre ia. Até que um dia ela me trouxe um CD de uma banda com um quadro na capa, ela explicou que aquilo era uma reprodução do quadro “O Grito” de Munch. Eu tenho que assumir: chapei, tanto na capa quanto no som.
Mas um dia eu conheci um lado dela que não foi muito legal ter conhecido. Era um domingo à noite e nós acabávamos de sair do Jazz Bar, um barzinho perto de casa que sempre tinha uma big band de senhores tocando alguns standards de algum mestre do estilo de música, neste dia tivemos (tive) sorte: o artista escolhido era Keith Jarrett, Ele, o pianista.
Ela pegou o mp3-player e colocou algo bem dançante para irmos no caminho ouvindo, mas eu não estava muito com vontade de ouvir música dançante domingo a noite depois de uma jam session baseada em Keith Jarrett. Discutimos um pouco, nada sério, mas do nada, naqueles lendários cinco segundos, ela pegou o radinho e jogou no chão e disse que ninguém “Vai ouvir nada e vamos para casa que eu quero transar.”
“Quê? Quem? O que?” – foi à única coisa que me veio à cabeça. Ela nunca havia falado daquela forma, “transar”. Sempre foi algo mais carinhoso. Não estava ligando muito para a perda do mp3-player e meus arquivos de música, uma boa conexão e alguns bons blogs me indicariam onde ficaria o estoque. Fiquei chateado com a expressão, daí percebi que tínhamos algo contrastante: o modo de ver o sexo.
Para ela era apenas troca de fluidos e instinto e vamos assumir às vezes isso não é nada mal. Mas eu sempre vi isso – o sexo – como um complemento ao amor, ela não. Sim, houve dias que foi apenas sexo, transa, ou como queira e nada mais, mas naquelas noites frias em que a água e a areia da praia não eram convidativos a casais e o banco de trás do carro ou o pequeno apartamento emprestado da irmã eram convidativos não apenas a casais, mas a casais e seus pensamentos flamejantes de tinta coloridas e muito vermelho. Muitas vezes ela queria apenas e só apenas sexo.
Um dia aquilo me deu nos nervos e meu termômetro apitou.
Convidei ela para sair, comemos algo e bebemos um pouco além do que era de costume, mas nada que influísse no nosso raciocínio. Queria falar sobre aquilo com ela, mas como sempre não sabia como, ela não gostava de cobrança, privava a sua liberdade. Eu respeitava, mas naquele dia alguns vasos teriam que ser quebrados.
Ela entre uma caipirinha de saquê de maracujá com morango e muito, muito gelo ouvi sem falar nada, apenas pensando o que formular entre um gole e outro o que claramente fazia com que suas sinapses fossem cada vez mais na contramão da sua vontade de falar algo.
Mas ela era marota, pirracenta e levada. Concordamos, idéia dela, de que cada vez que fossemos fazer amor/transar a trilha sonora seria o guia do que faríamos e não apenas nossos corpos.
Com o tempo peguei o jeito e sempre era engraçado vê-la a cada noite trazer um CD novo. Um dia foi especial, ela trouxe um mp3-player novo, o mais moderno do mercado, um daqueles com foninho branco e um adaptador para dois fones, para casais.
Ela apertou a campainha de casa com DVDs, coca-cola e pipoca de microondas na mão, ela aprendeu isso comigo, cada vez que um vai a casa do outro leva suprimento de sobrevivência na madrugada. “Grandes Esperanças” estava na metade quando ela baixou o volume e ligou o radinho, colocou um dos fones nas orelhas e me deu o outro, antes de dar play disse que aquela seria a nossa música “chave”, teríamos que encontrar uma harmonia para que um não chateasse o outro na hora de fazer amor. Ela disse assim mesmo: a-m-o-r!
Eu acordei de manhã e ela estava ao meu lado. Não havia levantado de calcinha ou topless e o radinho desta vez eu fiz questão de ligar. Com olhar de preguiça e manhas de menina levada ela me puxou para seus braços e disse que aquela música era uma boa escolha para acordar ao lado do pai do filho dela.
Hoje, passados alguns anos, quando olho para a pequena Deise, sempre lembro disso.
Rádio: “New Slag”, The Shins
Mas um cansaço diferente: cansado de se divertir!
O show da Nação Zumbi, Tom Zé e Os Mutantes me deixaram mais feliz, mas bem mais cansado.
Depois escrevo mais sobre, porque o assunto aqui é o programa desta sexta-feira: Móveis Coloniais De Acaju ao vivo em São Paulo!
Há exatamente um ano a banda fazia um show muito animado no mesmo local. Hoje queira que eles repitam o feito.
O show é no SESC Pompéia na ótima choperia e lá tem chopp escuro, não é o chopp Black da Brahma, mas é bem gostoso.
Quem abre a noite é o Coquetel Acapulco (RJ) que está lançando EP, depois o Móveis Coloniais de Acaju e a banda norte-americana ícone do ska Pietasters. Os shows fazem parte do festival + Sons de Uma Noite de Verão, se continuar o calor que faz em São Paulo o título vai fazer sentido e a choperia vai ficar animada.
Quando eles descerem do palco e tocarem “Se essa rua, se essa rua fosse minha…” com a banda em forma de círculo e todo mundo se divertindo eu vou estar com um sorriso no rosto.
Rádio: “Perca Peso”, Móveis Coloniais de Acaju
“Data
O disco novo estará disponível para compra a partir da primeira quinzena de março. Tá chegando.
Ainda não temos um data para show de lançamento, mas acredito que será na segunda quinzena de março.”
Que março chegue logo!
Rádio: “Atriz”, Violins
Eu prefiro o cinza às outras cores do arco-íris, por isso sempre preferi o inverno ao verão. Quem vive sem o caos? “Qualquer droga é da boa” canta o grande Fred Zeroquatro.
Amanhã a cidade onde moro faz aniversário. Então vamos aproveitar o que ela tem de melhor: a vida cultural!
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No Parque da Independência (Av. Nazaré, s/ nº, Ipiranga, região sul, tel. 3334-0001 r. 1950) tem show de Nação Zumbi (16h), Tom Zé (18h) e Mutantes (20h).
Isso mesmo, Mutantes!!!
Mesmo que Rita Lee tenha dito que o retorno da banda não passa de “velhinhos espertos tentando descolar grana para o geriatra” quero muito ver esse show. Passei minha adolescência inteira ouvindo falar da banda e ouvindo seus discos, mas sempre vinha a pergunta: como serão ao vivo? Chegou à hora. Amanhã às 20 horas isso vai ser real.
Arnaldo Baptista merece o meu respeito.
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O texto de Ricardo Kotscho diz bem o que deveríamos pensar sobre essa São Paulo velha e menina que faz anos amanhã, o restante é ficção.
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Começou o Fórum Econômico Mundial e o Fórum Social Mundial e ninguém está nem aí. Uma verdade inconveniente.
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Elaine Bast é a primeira candidata a “Hot List (2008)”.
Mas quem é Elaine Bast? Ela é repórter do “Jornal Nacional” assiste lá e depois me diz, ela não é linda?
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Quando eu escrevi algumas notas abaixo que a Rádio Eldorado FM (92,9) é vanguarda no dial eu não estava brincando. Nos últimos dias nenhuma rádio tocou Mutantes, mas a Eldorado tocou. Não por ter proximidade com sua apresentação na cidade, bem antes disso a rádio sempre tocava a banda. Uma pena outras não fazerem o mesmo.
Seja bem-vindo “Neon Bible” quando aparecer!
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Rage Against The Machine no Coachella Festival? Hummm isso vai ser bacana!
Você viu isso Kenji?
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Só tem um pequenino problema quando há feriados em São Paulo: eu trabalho em outra cidade.
Por isso, tive que recusar, mais uma vez, o convite da maninha para ir à praia. Quatro dias de descanso. Praia, cerveja, refrigerante, água de côco, rede, jogar bola na praia com o sobrinho e um eterno (quatro dias) não fazer nada.
Quem mandou eu não estudar?
Rádio: “Brazil”, Arcade Fire
Faltam 09 meses para o dia mais importante do ano!!!
Aguarde!!!
Rádio: “Canção Para Você Viver Mais”, Pato Fu
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Sabe quando uma coisa era o que você esperava e ainda consegue se superar. Hummm o chopp Black da Brahma é isso.
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“Se quiser ser compreendido… OUÇA”.
Vou torcer com todos os mecanismos possíveis para que ganhe o Oscar (7 indicações no total).
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A maninha vai me presentear com um livro. O que posso dizer? Eba, eba, eba.
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O novo disco de Norah Jones “Not Too Late” ainda não me conquistou e acho que isso não vai acontecer tão cedo.
O novo disco do Air “Pocket Symphony” é muito bonito e tem boas músicas sim, mais a frente, quando escutá-lo melhor, volto aqui para falar mais.
A trilha sonora para o chopp black (não é o escuro tradicional, veja só) era Amy Winehouse e o dançante “Back to Black”. Que beleza, preciso fazer isso mais vezes!
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O melhor CD que ouvi esse ano foi o do LCD Soundsystem “The Sound Of Silver”. A sexta música, “Us V Them”, seria a “Whoo! Alright – Yeah… Uh Hu” deste ano? Não como “a música do ano” assim como escolhi na lista do Poppy, mas como a música mais animada.
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Eu quero muito ver o novo filme de Roberto Benigni “O Tigre E A Neve”. Além do personagem que ele interpreta falar umas coisas muito bonitas sobre a mulher que ama (“recolham as estrelas do céu, enrolem e guardem, porque sem ela a vida não tem graça”, algo assim) eu quero ver Tom Waits tocando no casamento dele. Ei, eu falei Tom Waits no filme de Roberto Benigni. Mesmo que seja em apenas uma cena, mas eu quero ver.
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O que você está lendo? Eu?
O livro de Marcelo Costa para o projeto Mojo Books do site “Speculum”.
A idéia é transformar um disco em um livro. O de Marcelo Costa é baseado em “Doolittle” do Pixies. Não que eu goste de Pixies, eu sei, eu sei, eu tenho algum problema, mas sabem né, é Marcelo Costa, e uma coisa que eu sempre quis foi ler algo que ele tenha escrito como se fosse um livro. Chegou a hora.
Agora, quem se candidata a escrever o “Ok Computer”, ou “Bloco do Eu Sozinho”, ou “Grandes Infiéis”?
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Porque será que o Victor parou de me indicar curtas-metragens?
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Vale a pena ser estudante?
Rádio: “A Festa”, Violins
Nada do que ele havia programado para um domingo qualquer conseguiu fazer. Teve, mais uma vez, que abdicar de alguns prazeres para trabalhar, por mais que ele tentara prometer a si mesmo que precisava trabalhar menos, sabia que a vida era feita de escolhas e suas ultimas não haviam sido as melhores.Já era madrugada de domingo para segunda, não havia mais onde encontrar cerveja escura a essa hora. Foi até a geladeira, descascou e cortou o kiwi, amassou junto ao açúcar, colocou cubos de gelo em numero impar, pegou a garrafa de saquê, colocou duas, três doses, e foi ler os jornais do dia que já havia acabado.
No rádio tocava uma das músicas mais tristes dos últimos anos “Se Por Acaso (Me Vires Por Aí)”, do português JP Simões.
Quase chorou, mas se lembrou que “homem não chora”. Não mais.
No caminho do trabalho para casa via pela janela do ônibus a garoa suave molhar a cidade e alguns bêbados que teimavam em deixar os problemas nos copos que os acompanhavam nos finais de semana.
Durante à tarde entre o sono mal dormido e o trabalho que ainda não apitava no relógio, assistiu ao filme de M. Night Shyamalan, “A Dama Na Água”. Não gostou tanto quanto o anterior, o ótimo “A Vila”. Não estava em momento de acreditar em algumas coisas que o filme colocava a prova, já não era mais um adolescente, por mais que quisesse ainda ser.
Decepções recentes o fizeram perder a fé até mesmo na arte, a última das religiões (?). Por isso, à tarde não havia sido desperdiçada, mas não haveria porque guardar muita coisa tanto da tarde quanto do filme. Uma pena.
Decepcionado até mesmo com a arte anos anteriores descobriu o jazz em detrimento do rock, seria este o ano de deixar o jazz (não que esse o deixasse triste, na verdade era o oposto: só alegrias e bons sons) e descobrir o, quem diria, samba?
Seguir pela audição de “1970″ de JP Simões isso se confirmaria.
Até o momento era um disco triste, mas quem diria que esse não era o sentimento que corria suas veias.
Foi dormir com o coração apertado e o gosto de saquê na boca em uma madrugada fria qualquer…
Rádio: “Fossanova”, Belle Chase Hotel
















